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terça-feira, 24 de março de 2015

uma picarota em Palmela

Mais uma entrevista filmada para continuar a engrandecer o coração. Desta vez, fui atrás de uma picarota, junto ao castelo de Palmela.
Continuo a sentir-me imensamente privilegiada pela generosidade destas mulheres que simplesmente pelo facto de me abrirem a porta, deixam que o mundo já se vá pondo um bocadinho melhor!



domingo, 15 de fevereiro de 2015

continuo a filmar histórias de mulheres

Mais dois dias de entrevistas, a alma ainda mais cheia e o trabalho ainda não chega a meio.
Adoro ouvir contar histórias. 
Por mim, este projecto acompanhar-me-ia toda a vida. 
Não parava por aqui. 
Quem sabe?



E que não fique por contar a peripécia diária com as questões técnicas destas filmagens...
Um dia é a bateria, outro dia a memória, outro dia os cartões incompatíveis, outro dia o tempo de copiar para o computador, outro dia a luz sempre a mudar (estamos nos Açores, não é?), outro dia perdemos o autocarro e outro dia sei lá que mais vai acontecer...?
Mas todos os dias (todos!) há algo extra-ordinário pra contar...
Não tinha que ser fácil, pois não. Assim, talvez faça mais sentido!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Volto a estar detrás da câmara! Tão bom!!!

Uns anos depois, volto a agarrar a câmara de filmar e a olhar para dentro das histórias de mulheres nos Açores.
Apesar do cansaço e das dificuldades (?) técnicas, está a ser uma experiência maravilhosa!
O caminho ainda só está no início, mas estas três mulheres já captaram a minha alma!



Obrigada Umar-Açores por confiar no meu olhar, outra vez.
Obrigada Umar-nacional por continuar a fazer tanta coisa que vale tanto a pena!!!
Obrigada Mário Roberto por todo o equipamento e a generosidade, sempre.
Obrigada Gabriela por tua condução, paciência e risos partilhados.
Obrigada, Clarisse, por andar ao meu lado e por se deixar distrair com a beleza da vida, junto a mim.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Arna's Children

Fácil de ver não é.
Mas parece-me fundamental para compreender melhor algumas coisas que acontecem na Palestina e com o Freedom Theatre onde também a portuguesa Micaela Miranda trabalha, há anos.
Arna's Children é um filme de 2004 realizado por Juliano, filho de Arna, e que foi assassinado, em 2011. Há uma versão legendada em espanhol aqui, que nos marea un poquito pois as legendas estão sempre a mexer-se :-(

domingo, 18 de maio de 2014

Lila - de Carlos Lascano

Aqui deixo um tocante filme encontrado numa página onde também piscava uma frase assim:
"Temos a Arte para não morrer da verdade" - Friedriech Nietzsche


terça-feira, 6 de maio de 2014

la voz del viento

Hoje acabei de ver este filme.
Demorei alguns dias a vê-lo, não porque fosse de difícil visionamento ou digestão. Demorei-me nele. Deleitei-me nele.
Acontece que quis prolongar o prazer e, assim, senti durante mais dias a vontade da viagem e a crença num outro mundo que é, realmente, possível. 
Esse mundo já existe, está a ser construido!
Maravilhoso de ver! Ansiosa por ser parte!

ver o filme completo aqui

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

El barro, las manos, la casa


Diz o construtor Jorge Belanko, protagonista deste filme: "toda la gente debria construir su casa".
Penso nas pessoas à minha volta e não conheço muitas que o tenham feito.
Na minha família, que eu saiba, apenas o meu avô paterno o fez. Construiu a casa que tem hoje mais de 100 anos e ainda está de pé e de saúde. Construiu-a de adobe, pois claro!
(Na verdade, também o meu avô materno construiu, com muitos outros, o edifício onde viria a estar também a sua própria casa).
Imagino feliz quem consegue fazer a sua própria casa. E se o faz com as mãos, mais importante deve ser.
A minha mãe diz que: morre o passarinho quando se acaba o ninho, por isso acho fundamental estar sempre a arranjar o ninho, para ir morrendo mais devagar.
As casas deste filme são como as do maravilhoso hornero, aquele pássaro que eu tanto aprecio no Uruguai e como a dos meus amigos Fiorela e Damián à qual eu chamo casa de duendes.

Não sei se alguma vez construirei uma casa a que chame minha. Gosto das casas com rodas ou com asas. De qualquer forma, é uma aprendizagem que se me apresenta muito estimulante, a que é tão bem ensinada neste documentário: El barro, las manos, la casa! para ver online :-)

terça-feira, 14 de maio de 2013

BARAKA

Aqui em casa, vê-se na parede, como no cinema, a partir do DVD original :-P

E, para quem tem internet...
vê-se aqui, um dos meus filmes favoritos!!!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

NOVIEMBRE



Quando cheguei à Bolívia, em Março de 2010, no melhor café do mundo (cine 35 mm de Nayra Antezana) conheci o lindo Bruno Andia que, passados 10 minutos de me ouvir falar do que ali fazia, me disse: 
- Conoces la peli Noviembre? Pues si tiene tu cara....
e pronto, não passaram muitos dias até que ele ma arranjasse e, só no fim desse ano, quando regressei aos Açores, a pude ver tranquilamente.
Marcou-me muito, sim! É um dos filmes da minha vida!
Por isso, no próximo sábado, vou projectá-lo na parede da minha sala com lareira e pipocas... ainda em Novembro!
Seja bem-vind@ quem vier por bem.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Amélie


"Sans toi, les émotions d'aujourd'hui 
ne seraient que la peau morte 
des émotions d'autrefois."
"Sem ti as emoções de hoje serão apenas a pele morta das emoções do passado."

(Hipólito, retirado do filme "Le fabuleux destin d'Amélie Poulain)

sábado, 11 de junho de 2011

One Love

a curta metragem começada a escrever há mais de um ano, vai finalmente ser acabada.
está a saber-me bem.
e, percebo apenas agora, Wong Kar Wai inspira-me.
quem me dera uma imagem assim:

domingo, 1 de maio de 2011

documentário

sem o dizer muito alto, é precisamente por coisas como esta que eu faço cinema documentário...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"- Tu tens que fazer o filme que tu queres ver, Maria!
(...) Um filme é como um iceberg. Só é bom por causa das imagens que lhe faltam." Sylvain George (realizador francês, no doclisboa 2010)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Doc

Acho que nao me cabe o coracao no corpo...
Em Outubro, estarei em Lisboa.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

mais duas candidaturas entregues hoje

A serem aprovadas, em 2011, vou realizar dois documentários.
Anoitece (Açores)
e
Fim do Mundo (Uruguai)
O 'Mais um dia à procura' seguiu, entretanto, para o Faial Film Fest e para o Cine'Eco.
31 de Agosto é dia de encerramentos!

sábado, 17 de abril de 2010

Ciclo de Cinema "Cambio climatico"

Tenho ido, todos os dias desta semana, assistir a um ciclo de cinema sobre `cambio climático` no já habitual CineArte35 mm.
Ontem, ao fim de 3 dias de cinema deprimente, ... reduzi-me a concordar com o título do filme.
Vivemos, de facto, uma era da estupidez nos dias que correm... é que se dentro de 40 ou 50 anos a espécie humana estiver extinta, das duas uma, ou é porque conscientemente somos mesmo gente estúpida ou entao é porque, de algum modo mais ou menos religioso, pensamos que nao merecemos ser salvos/as!
Enfim... há coisas sobre as quais é melhor nao pensar muito e actuar bastante, ou q.b.
Actuar localmente, pensar globalmente continuam a ser palavras de ordem!

"Tinhamos a missao de deixar o mundo melhor do que o havíamos encontrado. Isso era o progresso. E o que fizémos, afinal?" (pergunta o protagonista e narrador no filme: "The age of stupid", UK 2009 que decorre em 2045)

sábado, 10 de abril de 2010

Espero

viver hoje
os dias do presente
sem ter que envelhecer
para que o amor

se chegue

querendo-me dentro



Hamaca Paraguaya é o filme de Paz Encina que vi ontem à noite, sozinha na sala 3 da Cinemateca Boliviana... e, seguramente, nao teria deixado aquela sala se nao me tivessem obrigado.
O filme tem no máximo 10 planos. Dura 78 minutos de poesia, beleza, paz e é todo falado em guaraní. Eu contemplei, fui cúmplice, fui surpreendida, fui meiga a sorrir...
e quando voltei a casa, fi-lo sem medo da noite, da cidade ou do próprio medo!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cinema boliviano

segunda-feira, entre chegada de Toro Toto e partida para La Paz.
Cementerio de los elefantes
Pois é,
é um dos melhores filmes do cinema boliviano. Sentada ao lado do realizador Tonchy Antezana, naquele lugar que é um lugar perfeito, em Cochabamba, a 300m de casa.
E se já haviamos falado de meu "Mais um dia à procura" passar cá, promovendo-se no final uma conversa com a presença da realizadora, agora surge a vontade de promover nos Açores um ciclo de cinema boliviano ou uma mostra dos filmes deste cineasta que já é um amigo.
Que sorte, que privilégio... que lindo eu ter ido morar ali, ao lado do CineArte 35mm...
Na segunda-feira passada... engoli em seco muita coisa no final do filme. Fiquei petrificada. Estava a 1h30 de entrar no autocarro rumo a El Alto, La Paz, local onde se passa a acçao do filme. Arrepiei-me. Tive medo, pela primeira vez, angustiei-me... O Tonchy deve ter sentido as minhas lágrimas escondidas e apenas me disse:
- Fuerte, no?
Acenei que sim com a cabeça...
- Pues, cuida te, allá!
E, já em La Paz, ontem, outro filme... ou seja, exactamente o outro lado do cementerio de os elefantes. Zona Sur. A mesma angústia, o mesmo arrepio, o mesmo medo... Saio do cinema à meia-noite. As ruas nao sao muito iluminadas, nao sei onde apanhar um truffi, os taxis vao seguramente enganar-me, caminho pela cidade colocando dezenas de rosas na visualizaçao do meu caminho e nos bordes da minha redoma. Ninguém me fala, ninguém me vê. Entro no Truffi. Subimos a El Alto. Sou muito pequena e magra entre os dois homens que vao adormecendo no banco de trás da viagem.
Chego, por fim, à cama! Paz.
O cinema boliviano está muito bem, mesmo!