Mostrar mensagens com a etiqueta política cultural. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta política cultural. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Paula Rego é um nome no meio de tantos de emigrantes portugueses


Mas Paula Rego não vai só. 
Leva consigo o seu trabalho do presente e do futuro. E o do passado também.

Leio:
"Duas centenas de obras de Paula Rego deixam Portugal. (...) Com a extinção da Fundação Paula Rego, a artista pediu a devolução de todas as pinturas, desenhos e aguarelas que tinha em Portugal como empréstimo à Casa das Histórias"


Não me preocupa excessivamente que as obras de Paula Rego deixem Portugal. Eu cá gosto do nomadismo e da ausência de propriedade, afinal.
O que não gosto e me preocupa é que Paula Rego seja mais uma EXTRAORDINÁRIA ARTISTA, como José Saramago ou Maria João Pires (para citar apenas dois nomes), a abandonar o país onde nasceu (e onde gostaria de viver e trabalhar), porque os seus compatriotas políticos são demasiado estúpidos e o povo demasiado brando.
Fosse Portugal um país, e a obra de Paula Rego (e ela própria) seriam, nem que fosse já no aeroporto, impedidas de sair por uma orda de gente orgulhosa de ter próximo de si aquilo que é belo e nos torna maiores! Não superiores. Maiores.

Preferia que vendessemos o Convento de Mafra, oulá se não preferia. Mil vezes! Acredito até que isso poderia dar para pagar a dívida externa que se diz que este país tem. Não dava?

sábado, 2 de março de 2013

Apelo da Luna ao 2M

dentro de poucos minutos fica disponível o apelo da Luna aqui.
dentro de algumas horas, não está ninguém em casa!




sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Bolsa 2013

Pois é. Bem dizia o i-ching, a minha intuição e a própria justiça, creio.
Pelo terceiro ano consecutivo, (facto inédito na região) recebo a bolsa de criação artística, na área de dramaturgia, atribuída pelo Governo dos Açores - Direcção Regional da Cultura.
E continuo ainda a perguntar aos senhores directores:
- É preciso provar mais alguma coisa ou já chega? Posso começar finalmente a fazer a revolução cultural e artística na região? Posso continuar a levar os Açores na mochila e em todas as pegadas que dou, que vocês ficam contentes e orgulhosos? Quando termina o vosso medo?

Aguardo as vossas respostas, senhores e senhoras director@s.
Entretanto, sigo caminhando e lutando!
Não parei e não vou parar, porque a sociedade merece e eu gosto!
in Jornal Oficial dos Açores, 13 de Dezembro de 2012. II série

terça-feira, 20 de julho de 2010

Esta noite demorei muitas horas a adormecer e, entre o mar de ideias que iam e vinham, sentei-me a escrever algo muito, muito sério. Estou com a criatividade, a clarividência e a determinaçao ao rubro. Sei como isso é perigoso, mas aproximo-me de começar a entender o que afinal vim fazer a este mundo!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Estabelecer conceitos

Tenho tentado, por diversas formas e vezes, estabelecer regular um debate sobre política cultural nos Açores afastada de partidos políticos. Hoje penso que, independentemente do triste cenário que se está a viver no país, a discussao é, por si só, uma manifestação de maturidade, de cidadania e um exercício de plena liberdade e democracia.
Infelizmente, essa discussão não se estende aos Açores, onde a política cultural é, ainda, inexistente. E digo inexistente porque, à ausência de discussão pública se sucedem faltas de transparência nos concursos, incumprimento de prazos, indefinição de critérios, medo de manifestar opinioes, etc etc, etc.
Uma vez, quando, amigavelmente, tentei partilhar com o actual Director Regional da Cultura que o que fazemos é serviço público, que substituimos o estado na sua missão de facultar o acesso à cultura a um cada vez maior número de pessoas, quando disse que sentia que as Descalças estavam não só a não ser reconhecidas como a ser desrespeitadas pelo Governo dos Açores, o Dr. Paulus Bruno aconselhou-me a "baixar o ego".
Perdi a discussão. Perdi o chão. A conversa tomava, na sua cabeça, um rumo completamente diferente...
Eu não podia estar a falar de direitos quando a pessoa que tinha à minha frente não estava preparada para ter essa conversa.
Percebi que tinha que voltar ao início de tudo, ao início dos tempos, ao "quando os animais falavam"...
Reset. Apagar. Começar de novo.
O meu passo de hoje é uma citação de Catarina Martins para ver se, pelo menos, começamos por estar de acordo nos conceitos.
"agentes independentes são artistas, estruturas de produção, de criação, de programação cuja actividade é independente da iniciativa do estado e que são quem, no terreno, em todo o território, prosseguem políticas de cultura, ou seja, prosseguem imperativos públicos, do estado, de dar à população acesso à cultura e que, por isso, são financiados por concurso, de forma transparente e pela qual prestam contas. E portanto os artistas não são dependentes da DGArtes ou do Ministério da Cultura. O Ministério da Cultura é sim dependente dessas estruturas de criação que fazem a agenda cultural em todo o pais e que, portanto, devem ser respeitadas como tal." (Catarina Martins)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Se eu fosse...

Programadora cultural...
coitado do público que apanhava, rapidamente, uma doença aditiva (ou seja, viciante) para a qual não há ainda cura!
Aliás, essa ideia seria precisamente usada numa forte campanha de promoção de vícios.
VICIA-TE NA CULTURA. É GRÁTIS!
E, já se sabe... programação pensada e criada para todas as bolsas e pessoas! De facto!
Uma das fórmulas seria que, através dos rendimentos de cada pessoa, se apurasse o valor do preço dos bilhetes a pagar! Percentualmente! Rendimentos mínimos com acesso gratuito, obviamente!
O cartão (sim, estamos em épocas de cartões para tudo!) de Viciado ou Viciada na Cultura teria essa indicação, escalonando as pessoas por cores, por exemplo.
Como disse à minha mãe a minha professora da escola primária (saudosa Berta da Silva Diogo)... "Tem aqui uma filha que é muito idiota". Pois é, ideias não me faltam!

sábado, 10 de abril de 2010

manifestamo-nos

Talvez seja por estar neste continente, talvez seja porque estou a ficar mais madura, talvez seja porque respiro cada vez mais justiça, amor e liberdade como ideais que hoje me sentei a tomar um delicioso café duplo, com a cabeça apertada de pressoes e injustiças, sentindo tolhida a minha liberdade e a das companheiras descalças que ... nasceu um primeiro manifesto.

Depois, namorei o sol da hora de almoço com uma reveladora revista entre maos. Um achado cada palavra, cada imagem, cada pensamento. Entre as só coisas interessantes, encontrei:
"La creatividad es un instrumento de lucha,
El cambio social es un hecho creativo
Y la acción creativa es una acción política" (María Galindo)

É exactamente por isto que eu estou com a arte entre os poros da pele e nao sei respirar de outra maneira. É exactamente por isso que estou a chegar a uma idade em que deixo de aceitar certas coisas. É exactamente por tudo isto que sei que nao estou errada!

sábado, 6 de março de 2010

Subsídios para a cultura nos Açores VI - mARTadero

Com tantos subsídios que tenho vindo a atribuir à cultura nos Açores ainda me arrisco a ser considerada mecenas! Descansem, artistas, quem me dera. Descanse quem acredita, como eu, que a Arte e a Cultura podem mudar o mundo... Eu estou aí, convosco, mas "só" contribuo com ideias, sonhos e trabalho!
O mARTadero, em Cochabamba, é apenas só mais um exemplo do que poderia (e, quanto a mim, deveria) muito bem já existir em Ponta Delgada (*), há anos!!! E este exemplo está vivo, na Bolívia que é o país mais pobre da América Latina... Dá que pensar, nao dá?
Pergunto-me o que aconteceu afinal na história dos Açores para que a produçao cultural tenha sido tao sufocada... Um dos livros que ando a ler é "La preparación del director" de Anne Bogart, uma americana encenadora de teatro. Uma das investigaçoes que ela fez, antes de se convencer que a direcçao teatral a escolhera como ela escolhera essa profissao, foi precisamente procurar o que era a cultura teatral americana. Onde estava a sua especificidade, originalidade, identidade... Para isso, teve que passar alguns anos na Europa e compreender que nos EUA se criava por imitaçao ao velho continente. Entao, começou a procurar a raiz do problema. E, ao fim de algum tempo, compreendeu que afinal uma sucessao de políticas estadunidenses havia decepado, censurado, limitado, condicionado a criaçao artística teatral naquele país, durante anos, a ponto de a identidade se ter quase perdido...
Nao compreendo muito bem o que as politicas (nao só culturais) nos Açores andam a fazer à cultura dos Açores... mas acho que é preocupante a realidade!

“El acto de hacer teatro es ya utópico en sí mismo porque el arte es un acto de resistencia contra las circunstancias” (Anne Bogart)

(*) - antigo matadouro (Sta Clara), fábrica Sinaga (R. Lisboa), estabelecimento prisional (Calheta), etc, etc, etc...

terça-feira, 2 de março de 2010

subsídios para a cultura nos Açores V

O meu filme "Mais um dia à procura" foi seleccionado para o PANORAMA 2010 - 4ª Mostra do Documentário Português.*
Este filme foi realizado no âmbito do Atelier de Cinema Documental promovido pela Corredor - Associaçao Cultural, no ano passado. Nesta ediçao daquele que é um dos mais importantes festivais de cinema documentário em Portugal, a Corredor viu seleccionados três dos filmes produzidos no âmbitos das suas actividades de formaçao.
Seguramente, esta Associaçao é das que mais obra tem realizado, nos últimos anos, nos Açores, investindo, apostando e acreditando na formaçao em cinema e noutras artes! Pelas artes e pela cultura!
Com muito sentido! E muitas vezes, contra a corrente da falta dele.

* A iniciativa continua a evidenciar-se por ser uma Mostra não competitiva, exclusivamente nacional, contribuindo para que se conheça cada vez melhor o documentário que se produz, anualmente, no nosso país. Decorre de 9 a 18 de Abril, em Lisboa, no Cinema Sao Jorge. Mais informaçoes em:
http://www.facebook.com/pages/Panorama-4a-Mostra-do-Documentario-Portugues/245441258470
http://www.videotecalisboa.org/index.php?module=ContentExpress&func=display&ceid=251

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Socialismo, social-ismo vivo, socialismo cultural

aceito contribuiçoes, opinioes, provocaçoes sobre o tema!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

subsídios para a cultura nos Açores IV

Chegou hoje, finalmente, quase um mês depois de eu a ter pedido, a acta do júri DRAC, ou melhor, da comissao de apreciaçao, que considerou a minha candidatura "nao enquadravel na estrategia de desenvolvimento cultural da DRAC". Apenas em resumo, posso adiantar que nem o meu nome nem o projecto que candidatei em 31 de Ago de 2009 constam da acta do júri, mas apenas de uma ficha de candidatura onde, sem quaisquer informaçoes sobre critérios de avaliaçao, sou classificada ora como reduzida (2), ora mediana (2) ora elevada (1)... consoante os parâmetros.
Alegra-me saber que, pelo menos em termos de "capacidade de realizaçao a inferir do currículo de actividades ja realizadas", me consideram elevada!

Uau.
Muita água vai correr debaixo da ponte, ainda!
Até porque com ou sem apoio do Governo dos Açores, o projecto vai realizar-se. Pode nao ser exactamente como previa, como sonhei, ou como a regiao mereceria que eu devolvesse em trabalho o investimento publico feito. Mas o projecto vai acontecer e isso é porque a minha "capacidade de gestao, determinada, designadamente, pela adequaçao da proposta de orçamento às actividades a realizar e pela razoabilidade de custos", ao contrário do que suas excias defendem, é elevada, também!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Subsídios para a cultura nos Açores III

Por um lado, a Direcçao Regional da Cultura ainda nao me enviou a, por mim solicitada, acta do júri que me definiu como "nao enquadrável na estratégia de desenvolvimento cultural da regiao". Estou longe, mas estou azórica! Acordada. Pronta! Aguardo a explicaçao. E, no entretanto, sigo trabalhando!
Por outro lado, a Direcçao Regional da Juventude e o júri do Labjovem 2007 - ao me seleccionar (juntamente com Teresa Gentil) como vencedora na área de teatro do último concurso - acreditam que eu sou merecedora de ter um espectáculo criado e interpretado por mim inserido numa mostra regional (apresentando-se em várias ilhas) e de usufruir de uma bolsa de formaçao (ARTÍSTICA!, imagine-se se isto será cultura!?), numa área à minha escolha, num local desejado por mim e com formador/a por mim sonhado/a.

Perspectivas? Ou sou eu que nao entendo?

sábado, 2 de janeiro de 2010

subsídios para a cultura nos Açores II

Projecto "não apoiado por não se enquadrar na estratégia de desenvolvimento cultural da DRaC". in carta da DRAC recebida no dia 30 de Dezembro de 2009.
Fico satisfeita por não ser enquadrável. Gosto de me mexer, de ter movimentos e vontade própria. Mas também gostava de saber qual a estratégia de desenvolvimento cultural da DRaC. Vou tentar informar-me e depois conto.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

subsídios para a cultura nos Açores

A Direcção Regional da Cultura do Governo Regional dos Açores ainda não respondeu à minha candidatura a apoios para o projecto "PONTE tecida de CRIATIVIDADE TEATRAL - a cultura como ponte entre os Açores, a Bolívia e a Galiza". As candidaturas terminaram em 31 de Agosto de 2009. O prazo legal para recebimento de respostas é de 45 dias. Dias úteis ou inúteis à espera, à espera, à espera da lua cheia.
Após insistentes telefonemas e tentativas, acabei por conseguir que me dissessem por telefone que a minha candidatura não foi aprovada. Deduzo que, provavelmente, não tem relevante interesse cultural para a região.
Sr. Presidente do Governo dos Açores, Sr Director Regional da Cultura: Pergunto-me hoje, e há muitos dias, o que é que afinal tem interesse cultural para a região? Pergunto-me hoje e há 1 ano e meio (foi a terceira vez que candidatei este mestrado que tem aplicações práticas artísticas diárias na região) se a única açoriana que frequenta o Master (que significa MESTRADO) em Criatividade e Inovação num instituto superior de Santiago de Compostela (EUROPA) não desenvolve profissionalmente nos Açores (e no Mundo) um trabalho digno de apoio por parte da Direcção Regional da Cultura.
Sr. Presidente do Governo dos Açores, Sr. Director Regional na Cultura: eu não espero (nem desejo) que este Governo me pague o ordenado. Eu não espero que este Governo me apoie apenas porque eu acho que o deve fazer. Eu não espero que o trabalho que desenvolvo há tantos anos por convicção, por paixão, por realização, por sentimento de utilidade pública, por cumprimento de missão social, por compromisso com a construção de um mundo mais justo, solidário e culturalmente mais desenvolvido venha a hastear-se numa bandeira com um milhafre e nove estrelas voadoras... Mas eu espero que o que é de direito me seja concedido por direito. Espero (porque a mereço, como qualquer cidadã!) ter uma resposta que justifique a ausência de apoio às minhas propostas. Espero e posso exigir que este governo defina e me apresente o seu projecto de desenvolvimento cultural e artístico para a região. Espero, como parte interessada nesse projecto, poder discuti-lo publicamente, abertamente. Tenho direito a isso. Porque trabalho na Cultura. Porque contribuo diariamente para o desenvolvimento da região. Porque pago impostos. Porque me preocupa o bem comum. Porque o meu trabalho tem sido reconhecido pelo público e por inúmeras organizações e pessoas da sociedade civil. Porque sou criadora, artista e cidadã. Dos Açores.