sábado, 2 de março de 2013
A revolução num minuto
Apelo da Luna ao 2M
dentro de algumas horas, não está ninguém em casa!
sexta-feira, 1 de março de 2013
texto de Paula Gil
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Uruguai
O Uruguay tem uma área territorial de 176 mil km2 (quase o dobro de Portugal) e apenas 3 milhões de habitantes (Montevideo, a cidade capital tem 1,6 milhões de habitantes). É um país bastante desertificado. A sua posse esteve muitas vezes a ser disputada entre Portugal e Espanha. Era habitado por índigenas Charruas, Guaranís y Boanes. As primeiras três invasões espanholas resultaram em "todos os espanhóis mortos à flechada..." ;-) Depois, anos mais tarde, o resultado foi o extermínio completo dos povos indígenas...
Quase não há construções de pedra.
O Uruguay é um dos países onde o nível de reciclagem é maior. Este dado deve-se a que a reciclagem (clasificacion) é feita muitas vezes pelas "castas" mais pobres que herdam a sua actividade "profissional" de pais para filhos, desde há muitos anos. Os cascos dos cavalos ecoam todos os dias pelas ruas da cidade...
A agricultura é quase inexistente, hoje em dia, e serve apenas ao consumo interno. Em 2005 as cabeças de vaca no Uruguay eram 12 milhões... são mais que muitas! Grande parte da economia ganadera está nas mãos de empresas brasileiras. A pesca é quase toda artesanal e (sem dramas) vendida directamente aos consumidores, mas a actividade não tem grande (ou nenhuma) importância na economia do país.
Galeano, Onetti, Quiroga, Benedetti são alguns dos nomes da literatura uruguaia que vale a pena conhecer. Há uma grande produção de livros (bem escritos e ilustrados) para a infância. As livrarias são uma doce tentação... todos os dias!
domingo, 23 de janeiro de 2011
quase 6 milhões de pessoas
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
política e silêncio
Há um bicho político que sempre ferve e que reclama permanente justiça, igualdade, respeito. Que fala, fala, fala sem parar. Que tem sempre muito e tudo por dizer. Que pensa, actua e às vezes grita!
Há um bicho poesia, amor, calma... muita calma. Calado. Atento. À escuta e à espreita. Às vezes pensa, outras demite-se de pensar.
Eu sou esta dualidade ou é a dualidade que habita em mim?
Nem sempre há paz nesta convivência dos bichos e na partilha da casa.
O meu corpo-casa às vezes não tem espaço para essas duas mulheres.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Belén por um canudo
Estou feliz por já ter encontrado este projecto no caminho, estou feliz porque encontrei mais uma ideia super fácil de replicar (nos Açores, ou em qualquer outro lugar do mundo), estou feliz porque a Catarina Martins vai falar dele (e de outras coisas lindas) incluindo-o como uma bela acçao de activismo cultural... estou feliz porque a vida que escolhi para mim, as pessoas que escolho para me rodearem, as opçoes que tomo em cada dia... vao sendo, continuam a ser, um privilegiado lugar de pertença!
segunda-feira, 19 de julho de 2010
nao penso, nao digo
quinta-feira, 15 de julho de 2010
respostas do governo
A minha pergunta era: posso enviar um projecto para pedido de apoio?
A resposta é até agora inexistente. Que é como quem diz que, quando nao se quer dizer que nao, nao se responde.
E o tempo passa.
fotos, saudades e identidades. Açores
Que estranho... "Mas eu nao nasci ali!"
;)
é que eu nao pertenço ao lugar onde nasci. Pertenço aos lugares onde sou feliz. Hoje aqui, amanha acola, depois quem sabe?
Nao pertenço apenas aos lugares. Pertenço aos lugares que me pertencem. E, no fundo, nao possuo nada e nada me possui.
Uns dias, antes de vir, recebi um certificado de açorianeidade, legitimamente assinado por um juri dificil de convencer. Ha uns dias, num jornal (açoriano?), apelidaram-me açoriana ... quer dizer, ainda nao disseram que eu sou açoriana, mas disseram que era açoriana a minha presença na Argentina.
Humm, sabe bem... Nao tem importancia nenhuma. Ou tem toda a importancia... Até quando tenho que gritar que eu sou do lugar onde vivo?
Ou seja, o que me agrada que se reconheça é a questao de uma certa identidade que me acompanha, que transporto, que levo na viagem! Porque por ca, toda a gente o reconhece!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Documentários nos Açores
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Construir a paz, acordar cada dia para ver o povo humano como um só povo, de gente igual, que vive e trabalha por um mundo mais justo, igualitário, solidário e livre é um direito e um dever que sinto ter para cumprir. Por isso, e porque me preocupa hoje a grave violaçao dos direitos humanos que se está a fazer sentir em Porto Rico - última colónia no mundo-, divulgo e partilho os textos que se seguem, esperando que a vossa publicaçao/divulgaçao possa, numa manifestaçao solidária internacional, manifestar a atençao que cada um e cada uma de nós, em qualquer parte do planeta, dedica àquilo que nos pode engrandecer enquanto seres humanos livres e responsáveis. Porto Rico, infelizmente
...
Eduardo Galeano: Palabras a las autoridades puertorriqueñas
Mis queridos hermanos puertorriqueños:
Los pueblos que no escuchan los reclamos de sus estudiantes corren el peligro de quedarse sin futuro. La ciudadanía estudiantil es la que custodia el fuego sagrado de la esperanza de los pueblos, y la guardan con su arrojo, con su temeridad, con su inviolable capacidad de soñar. Hay que escuchar a los estudiantes, aguzar el oído, mirarlos a los ojos y leer lo que nos dicen con sus actos, pero sobre todo con el deseo encendido de su mirada. Cuando el resto claudica y se recoge en la madriguera cómoda de la conveniencia, los estudiantes se alzan. Cuando el resto piensa hoy no, mañana quizás, los estudiantes dicen: ahora. Cuando el resto se acostumbra a lo que hay, los estudiantes nos muestran el sendero luminoso del porvenir. En momentos como éste, cuando esta Latinoamérica nuestra sufre, con el resto del mundo, las consecuencias nefastas del desplome de la avaricia del capitalismo salvaje, hoy más que nunca, no nos podemos dar el lujo de darle la espalda a nuestros estudiantes. Hay una comunidad internacional que observa con interés el desarrollo de este movimiento. Esperamos, de las autoridades universitarias y gubernamentales, el mayor respeto. Desistan del uso de la fuerza. Siéntense a negociar con ellos en paz, de igual a igual. Escúchenlos. Sean generosos. No están dentro del recinto, atrincherados en el campus, por puro capricho. Están allí porque ellos son el corazón, la llama viva de la universidad.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Absolutamente contra caças!
terça-feira, 4 de maio de 2010
candidaturas...
Aqui fica um exemplo da diferença entre um candidato comum e um candidato que vem do meio artístico e cultural, na Argentina. Um realizador de excepçao... e ainda por cima um homem extraordinário...
Quem dera ele tivesse ganho a presidência! Onde estao os Pinos Solanas açorianos? E os Pinos Solanas portugueses?... Temos medo que nos atirem 7 balas às pernas... Temos medo de ficar sem voz quando formos falar. Temos medo de nao ter razao, porque nao temos dinheiro, nem heranças, nem certezas, nem auto-estima. Temos um complexo de inferioridade perpetuado há... quantos anos? Somos pobres. Somos igualmente pobres, como os países pobres da América Latina (ou mais, depende do que estamos a falar!) mas... que temos nós que nos impede de fazer a revoluçao? Ou que nos falta?
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Cimeira dos povos
"Este vai ser um fórum alternativo" - disse Evo Morales aquando da convocatória mundial.
Para além de eu estar a preparar isoladamente uma palhaça acçao de rua relativa ao assunto (porque está muito bem que se organize este encontro mas está muito mal a forma como a própria Bolívia às vezes trata a Mae Terra ou Pachamama... ), já me inscrevi para estar presente na Conferência Mundial onde se esperam milhares de pessoas de todo o mundo, entre personalidades e organizaçoes sociais e políticas, governamentais e económicas, algumas com responsabilidades muito grandes no que se refere por exemplo às emissoes de CO2, às generalizadas alteraçoes climáticas ou ao aquecimento global. Espera-se a presença de Al Gore (hoje voltei a rever "An inconvenient truth" mas já está confirmada a presença de Eduardo Galeano... A mim, uma das coisas que me atrai é que a Bolívia vai apresentar um projecto de "Declaración Universal de los Derechos de la Madre Tierra". Vai-me dar muito prazer levantar o braço para a aprovar, por mais que, nos dias que corram, eu acredite cada vez menos na democracia!
Mais de 240 organizaçoes internacionais vao estar presentes. Alguns movimentos de gente atè aqui sem voz vao poder cantar suas lutas e crenças... Uma curiosidade: de Portugal parece que nao chega ninguém... pobre país pobre!
Para saber mais... ou para marcar presença, regista-te aqui e vem até cá!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Dia da Criança
- mais de 1000 crianças vivem nas prisoes da Bolívia
- centenas de milhares de crianças vêem-se obrigadas a renunciar à educaçao e protecçao de um lar para enfrentarem a vida trabalhando (muitas vezes em condiçoes humanas deploráveis)
- nao há dados oficiais sobre os maus tratos a crianças na Bolívia
O presidente do Estado Plurinacional Boliviano, Evo Morales, escreveu hoje às crianças do país: "(...) Deseamos que sus sueños, sus ansias de justicia, de igualdad y de solidariedad nos contagien a los mayores ayudandonos a construir un mundo mejor."
Pois sim, coraçao... O que me diexa céptica é pensar que esta Declaraçao tem mais de 50 anos e os números continuam a aumentar... e nao sao os números bonitos... Releio a Declaraçao dos Direitos da Criança e fico confundida. O Estado só tem deveres em relaçao à Educaçao e ao acesso à mesma. Os municípios só têm deveres no que se refere à criaçao de zonas de lazer, cultura e desporto. Vai daí que... Nao quero pensar mais nisto!
foto retirada de: www.elespectador.com
(para pensar mais... ler: http://www.opinion.com.bo/12/04/2010/los-ninos-y-sus-derechos/)
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Hoje confirma-se que, aqui, o que há a aprender é precisamente essa forma como, longe de partidos, de política ou de organizaçoes governamentais, as pessoas trabalham juntas para construir outro mundo. Mas estas coisas, como eu desconfiava, nao se ensinam, nao se aprendem. Praticam-se. Entranham-se na maneira de ser e estar. Sao cultura. Sao transformaçao. Sao visao de futuro. E isso, ou se tem ou nao se tem!
quarta-feira, 31 de março de 2010
Eleiçoes na Bolívia
Votar é obrigatório. Quem nao exercer esse direito e dever tem que justificar muito bem e, para além da multa de 150bolivanos, há uma série de penalizaçoes que passam pela perda de salário, à impossibilidade de trabalhar em cargos públicos, ou ver negada a obtençao de visto para ir ao estrangeiro.
Há partidos e candidaturas às dezenas e centenas. Um regalo de ver. Nao necessariamente as manifestaçoes de campanha, as caravanas, os concertos e festas das candidaturas, os discursos, os cartazes, t-shirts, caixas de fósforos oferecidos nas ruas (iguais em todo o lado) mas os debates que se pomovem, o nível do que se discute, a diferenciaçao nas propostas apresentadas. Já tenho a voz do Evo gravada... Ele anda sempre por perto. Dada a sua popularidade, o "seu" partido corre sérios riscos de, nestas eleiçoes, vencer em todos os distritos, províncias, alcaldias e governos regionais... Assim, há, em algumas franjas, o temor que a Bolívia se torne numa temível ditadura de esquerda. Ao que parece muito dinheiro da coca está também a ser aplicado nesta campanha. Mas entre os rumores e a avaliaçao dos factos... vai uma enorme diferença. Há dias, encontrei-me com um pequeno livrinho das 100 acçoes do Evo, entre 2006 e 2008. E digam o que disserem... o homem faz obra! E faz obra bem feita!
Mas a obrigatoriedade de haver 50% de participaçao de mulheres nas listas que se apresentam nao está a ser cumprida. Ao que parece, apenas estao em 20% e um movimento feminista de La Paz ponderava, ontem, impugnar as eleiçoes até que se cumpra a lei. Vamos ver... se as mulheres conseguem essa reevindicaçao e se o Evo é um grande homem, afinal. Para mim, homem que é grande é feminista! E, para mim, ser feminista, é ser contra o machismo.


