sexta-feira, 15 de março de 2013
papéis, burro-cracias, parte II
se alguém vir, por aí, passar o meu contrato de arrendamento...
pode emprestar-mo?
agradecida!
pode emprestar-mo?
agradecida!
quarta-feira, 13 de março de 2013
MATÉRIA IMPURA
para mim, uma bela surpresa este poema do João Teixeira Lopes.
Nada desperdiçarei de cada dia arrancado à morte
e dos fabulosos ensinamentos da ternura.
Não cometerei a soberba da tragédia:
tudo o que se perde se transforma.
Não quero ser salvo, amor,
quero transformar-me
e ter em mim toda a matéria impura.
Quero levar as ruas no sangue
e o teu nome no peito e poder dizer
",amor,", no poema, entre vírgulas, como
um manifesto.
E quem sabe estar além
da felicidade e da infelicidade
no improvável lugar onde tudo inicia.
terça-feira, 12 de março de 2013
às vezes, não gosto de papéis!
e se os papéis, de repente, perdessem o seu valor probatório?
e se os papéis voltassem apenas a ser árvores e não tivessemos que os guardar, arrumar, organizar, arquivar?
hmmm.... maravilha de mundo seria esse!
imagino que, algures noutros lugares, essa realidade é bem possível :-)
e se os papéis voltassem apenas a ser árvores e não tivessemos que os guardar, arrumar, organizar, arquivar?
hmmm.... maravilha de mundo seria esse!
imagino que, algures noutros lugares, essa realidade é bem possível :-)
sexta-feira, 8 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
vulcano vem de vulcão!
pronto,
rendi-me ao esquentador que me vinha parar a casa, com suas próprias asas!
agora só falta que me escalde como se eu fosse uma galinha a depenar.
aguardo!
Fora isso, esperar que os lobos maus que o trouxeram não visitem a casa da Capuchinha Vermelha, para o levarem de volta no caso de dele sentirem saudades. O que eu digo é que, aqui na ilha, vulcões há muitos. vulcanos também! e cada qual tem o que pode! Vai daí que a Capuchinha Vermelha dos tempos modernos decidiu colocar cola de ratos na porta que guarda o vulcão. E ainda um saquinho de açucar que cairá pelas costas abaixo dos infiltrados, caso tentem abri-la. Cócegas é remédio para qualquer problema!
rendi-me ao esquentador que me vinha parar a casa, com suas próprias asas!
agora só falta que me escalde como se eu fosse uma galinha a depenar.
aguardo!
Fora isso, esperar que os lobos maus que o trouxeram não visitem a casa da Capuchinha Vermelha, para o levarem de volta no caso de dele sentirem saudades. O que eu digo é que, aqui na ilha, vulcões há muitos. vulcanos também! e cada qual tem o que pode! Vai daí que a Capuchinha Vermelha dos tempos modernos decidiu colocar cola de ratos na porta que guarda o vulcão. E ainda um saquinho de açucar que cairá pelas costas abaixo dos infiltrados, caso tentem abri-la. Cócegas é remédio para qualquer problema!
terça-feira, 5 de março de 2013
título
"O Amor é um instante que demora" é o título do último livro de poesia do mariense Daniel Gonçalves. Gosto muito do título!
abrir o coração
Acho que ontem dei um grande passo.
Partilhei este blogue com o Ricardo, um velho (e muito jovem) amigo que está a pesquisar cartas para criar um espectáculo sobre os Açores. Nos Açores.
E chamo-lhe "um grande passo" porque, de repente, o eu que escreve para um tu (ou vários) que lê (e são menos de 20 pessoas as que têm essa possibilidade) pode deixar de estar simplesmente a colocar a carta num envelope virtual (como tem sido até aqui) e passar a escrever para o espaço, como se as letras e as palavras fossem estrelas cadentes.
Quem as vê, pode pedir um desejo!
A pesquisa do Ricardo toca-me fundo.
Epistolar é o meu estilo preferido.
Há uns anos que escrevo neste blogue, tantas vezes dirigido para um tu absolutamente não público.
Reflicto agora sobre como esta nova tecnologia me tem ajudado, afinal, a fechar-me numa caixinha. E não sei se isso tem sido uma ajuda, se foi uma intimação, se um mal maior, se uma forma de simplesmente proteger a minha intimidade do mundo queé tantas vezes feio a lidar com os corações de quem se dá.
Tenho a tentação, de vez em quando, de colocar este blogue público.
E, ao mesmo tempo, já tantas vezes o deixei visível apenas para mim. Fechado!
No fundo, tem sido como o meu coração. Às vezes só eu vivo nele, outras vezes vivem estas 20 pessoas (se assim o quiserem e desejarem), outras vezes sonho que o mundo inteiro pode dele disfrutar, sem dores, e o pode cuidar, também, em caso de necessidade.
E é como se o meu coração que escreve fosse uma entidade exterior a mim.
Às vezes, não me compreendo.
...
continuo a escrever cartas. dou trabalho aos correios e gosto definitivamente de as receber também.
Um dia, coloquei na minha porta uma frase que dizia:
"Eu quero...
só receber cartas de amor"
Não vi a cara do carteiro nesse dia (e como gostava!), mas continuo a espreitar o seu sorriso incansável, quando me deixa, diariamente, na caixa de correio as contas que tenho para pagar.
Partilhei este blogue com o Ricardo, um velho (e muito jovem) amigo que está a pesquisar cartas para criar um espectáculo sobre os Açores. Nos Açores.
E chamo-lhe "um grande passo" porque, de repente, o eu que escreve para um tu (ou vários) que lê (e são menos de 20 pessoas as que têm essa possibilidade) pode deixar de estar simplesmente a colocar a carta num envelope virtual (como tem sido até aqui) e passar a escrever para o espaço, como se as letras e as palavras fossem estrelas cadentes.
Quem as vê, pode pedir um desejo!
A pesquisa do Ricardo toca-me fundo.
Epistolar é o meu estilo preferido.
Há uns anos que escrevo neste blogue, tantas vezes dirigido para um tu absolutamente não público.
Reflicto agora sobre como esta nova tecnologia me tem ajudado, afinal, a fechar-me numa caixinha. E não sei se isso tem sido uma ajuda, se foi uma intimação, se um mal maior, se uma forma de simplesmente proteger a minha intimidade do mundo queé tantas vezes feio a lidar com os corações de quem se dá.
Tenho a tentação, de vez em quando, de colocar este blogue público.
E, ao mesmo tempo, já tantas vezes o deixei visível apenas para mim. Fechado!
No fundo, tem sido como o meu coração. Às vezes só eu vivo nele, outras vezes vivem estas 20 pessoas (se assim o quiserem e desejarem), outras vezes sonho que o mundo inteiro pode dele disfrutar, sem dores, e o pode cuidar, também, em caso de necessidade.
E é como se o meu coração que escreve fosse uma entidade exterior a mim.
Às vezes, não me compreendo.
...
continuo a escrever cartas. dou trabalho aos correios e gosto definitivamente de as receber também.
Um dia, coloquei na minha porta uma frase que dizia:
"Eu quero...
só receber cartas de amor"
Não vi a cara do carteiro nesse dia (e como gostava!), mas continuo a espreitar o seu sorriso incansável, quando me deixa, diariamente, na caixa de correio as contas que tenho para pagar.
um presente
hoje recebi este presente!
mandou-mo a Catarina, desde Paris, lá longe e perto, em França.
E o recado no embrulho dizia simplesmente: lembrou-me tu :-)
Que lindo presente! Que sorte ter amigas assim, que nos mimam e nos entendem e nos aceitam e nos espreitam e nos recordam... e... e... e...
Obrigada Catarina! Que a viagem esteja também, sempre, no teu olhar!
segunda-feira, 4 de março de 2013
socorro, vive comigo uma palhaça!
Não é nada fácil partilhar a casa com uma palhaça. (por sorte ela ajuda a pagar a renda... ao menos isso!)
Facilmente o caos se instala, em poucos minutos, cada vez que ela tem que sair à rua.
Parece que, depois de sair, ela não volta. Pelo que não tenho conseguido exigir-lhe que seja ela a arrumar (coisa que desejo experimentar verdadeiramente).
Neste fim-de-semana, como ela saiu à rua no sábado e no domingo, um vento tempestuoso instalou-se na sala, no escritório e no seu próprio quarto de vestir (felizmente que não entra no meu... ufa!).
Descobrimos juntas que um morganhinho (tã requinho!) se alimentou alegremente, durante a minha ausência recente, da farinha da padeira Francisca.
E, à custa do caos nos locais já mencionados, a cozinha ficou de pantanas porque parece que as pessoas que lá se alimentam não têm tido vontade de lavar a louça... (nem eu nem a Macua)
Hoje é 2ª feira. É um lindo dia para escolher uma das divisões da casa e chamar a Luna para ajudar, nos intervalos do meu trabalho outro, aquele que me consome os sonhos e a cabeça.
Vamos ver para que lado sopra o vento, vamos?
Facilmente o caos se instala, em poucos minutos, cada vez que ela tem que sair à rua.
Parece que, depois de sair, ela não volta. Pelo que não tenho conseguido exigir-lhe que seja ela a arrumar (coisa que desejo experimentar verdadeiramente).
Neste fim-de-semana, como ela saiu à rua no sábado e no domingo, um vento tempestuoso instalou-se na sala, no escritório e no seu próprio quarto de vestir (felizmente que não entra no meu... ufa!).
Descobrimos juntas que um morganhinho (tã requinho!) se alimentou alegremente, durante a minha ausência recente, da farinha da padeira Francisca.
E, à custa do caos nos locais já mencionados, a cozinha ficou de pantanas porque parece que as pessoas que lá se alimentam não têm tido vontade de lavar a louça... (nem eu nem a Macua)
Hoje é 2ª feira. É um lindo dia para escolher uma das divisões da casa e chamar a Luna para ajudar, nos intervalos do meu trabalho outro, aquele que me consome os sonhos e a cabeça.
Vamos ver para que lado sopra o vento, vamos?
DALE VIDA A LOS SUEÑOS
Dale vida a los sueños que alimentan el alma,
no los confundas nunca con realidades vanas.
Y aunque tu mente sienta necesidad humana,
de conseguir las metas y de escalar montañas,
nunca rompas tus sueños, porque matas el alma.
Dale vida a tus sueños aunque te llamen loco,
no los dejes que mueran de hastío, poco a poco,
no les rompas las alas, que son de fantasía,
Y déjalos que vuelen contigo en compañía.
Dale vida a tus sueños y, con ellos volando,
tocarás las estrellas,
y el viento, susurrando,
te contará secretos que para ti ha guardado
y sentirás el cuerpo con caricias, bañado,
del alma que despierta para estar a tu lado.
Dale vida a los sueños que tienes escondidos,
descubrirás que puedes vivir estos momentos
con los ojos abiertos y los miedos dormidos,
con los ojos cerrados y los sueños despiertos.
(M. BENEDETTI)
no los confundas nunca con realidades vanas.
Y aunque tu mente sienta necesidad humana,
de conseguir las metas y de escalar montañas,
nunca rompas tus sueños, porque matas el alma.
Dale vida a tus sueños aunque te llamen loco,
no los dejes que mueran de hastío, poco a poco,
no les rompas las alas, que son de fantasía,
Y déjalos que vuelen contigo en compañía.
Dale vida a tus sueños y, con ellos volando,
tocarás las estrellas,
y el viento, susurrando,
te contará secretos que para ti ha guardado
y sentirás el cuerpo con caricias, bañado,
del alma que despierta para estar a tu lado.
Dale vida a los sueños que tienes escondidos,
descubrirás que puedes vivir estos momentos
con los ojos abiertos y los miedos dormidos,
con los ojos cerrados y los sueños despiertos.
(M. BENEDETTI)
domingo, 3 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
A revolução num minuto
Um dia,
em simultâneo,
como acontecia tantas vezes em que, no meio do silêncio, começavam a falar ao mesmo tempo e, sucessivamente, se cediam o passo no tempo e no espaço dos vazios,
disseram:
- Anda, vamos fazer a revolução! - Venga, hagamos la revolucion!
riram-se, então, com a sincronia das palavras.
depois sorriram.
continuaram a olhar-se nos olhos e no silêncio.
os corações batiam com tanta força que pareciam ecoar do ribombar de tambores ancestrais vindos de outros países, a muitas léguas dali.
sorriram novamente.
as lágrimas cheias de alegria acariciavam o olhar que nos olhava e não chegavam a saltar.
- Anda comigo.
- Contigo!... Y tu?
- Contigo.
Apelo da Luna ao 2M
dentro de poucos minutos fica disponível o apelo da Luna aqui.
dentro de algumas horas, não está ninguém em casa!
dentro de algumas horas, não está ninguém em casa!
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política cultural,
vídeo
sexta-feira, 1 de março de 2013
texto de Paula Gil
Enrolo um cigarro e olho para a mesma folha em branco.
Não sei o que escrever, nem onde começar. Sei que não quero falar de política.
Não quero falar de política. Quero falar da dona Maria («bom dia minha filha!» — diz-me quando passo por ela na rua), que vai perder a casa por não conseguir pagar a renda com o novo aumento.
Não quero falar de política. Quero falar do Sr. Luís, que fechou esta semana a mercearia: «mais de 50 anos à frente deste balcão, ainda o meu pai geria a Florida» — diz, como se a loja tivesse personalidade — «e já eu ajudava depois das aulas». Os clientes diminuem, «já não dá para as despesas…» — diz de lágrima no canto do olho.
Não quero falar de política. Quero falar da Filipa, que está à minha frente na fila para pagar a Segurança Social, trabalhadora a recibos-verdes, que ganha 485 euros por mês e, depois de pagar os impostos, não consegue quase alimentar a Joana, a filha de um ano e meio que traz ao colo: «quanto é que ela já deve à troika, sabe?» — pergunta-me. Voltou para casa dos pais com o marido.
Não quero falar de política. Quero falar do António, que desistiu da universidade, porque não consegue pagar as propinas nem arranjar trabalho. Lembro-me de ser estudante e ter pago o curso a trabalhar… «A educação agora é só para quem pode» — diz entre dentes.
Não quero falar de política. Quero falar de quem entrega os filhos, por ser incapaz de os alimentar.
Não quero falar de política. Quero falar da dona Rosa, cuja reforma «mal me dá para os medicamentos» — queixa-se…
Não quero falar de política. Quero falar da minha mãe, que está desempregada e sem subsídio de desemprego e é «demasiado velha para o “mercado”». E tem 48 anos!
Não quero falar de política. Quero falar da Ana e do João, que dependem do apoio dos vizinhos: «ai! Se a Dona Lurdinhas não me convidasse para jantar, não sei o que faria»… A Ana trabalha, o João ficou desempregado, têm dois filhos.
Não quero falar de política. Quero falar daqueles e daquelas que revertem todo o seu ordenado para pagar uma dívida que não é nossa e que nos oprime.
Não quero falar de política. Quero falar das pessoas que dormem um pouco por todo o lado nas ruas de Lisboa, do Porto e que «aguentam».
Não quero falar de política. Quero falar daqueles e daquelas de quem ninguém fala, enquanto há força, enquanto há esperança.
Não quero falar de política. Quero que a política fale de nós, seja feita para nós e nos sirva. Quero que a política traga no seu coração o povo e que o povo seja quem mais ordene, dentro de ti, ó país.
Não quero falar de política. Quero falar de um sonho de futuro que nos roubam. Quero falar da esperança que ainda tenho.
Não quero falar de política, mas acredito que ela só pode ser feita por todos e todas nós, de cidadania em punho, em cada pessoa.
Não quero falar de política, mas tudo é político, e esquecer isso é esquecer que somos parte dela. Não quero falar de política, mas falei. Quero falar de ti, de mim, de nós e ter o teu ombro lado a lado comigo nas ruas neste dia 2 de Março.
canetas
Merda! mais uma caneta sem tinta!
Abaixo as limitações à escrita com a própria mão! raisparta o governo! isto só pode ser coisa do governo!!!! poxa, caramba!
dou por mim à procura da infinitude da tinta e encontro isto:
http://www.tecmundo.com.br/caneta/5364-conheca-a-caneta-infinita-sem-tinta-.htm
pena o cinzentismo da escrita que nos propõem como alternativa, para além de desconfiar da ecologia da coisa :-(
estou quase a voltar a estas penas, sinceramente, e aos meus 18 anos quando a tinta nunca acabava nas minhas mãos!
Abaixo as limitações à escrita com a própria mão! raisparta o governo! isto só pode ser coisa do governo!!!! poxa, caramba!
dou por mim à procura da infinitude da tinta e encontro isto:
http://www.tecmundo.com.br/caneta/5364-conheca-a-caneta-infinita-sem-tinta-.htm
pena o cinzentismo da escrita que nos propõem como alternativa, para além de desconfiar da ecologia da coisa :-(
estou quase a voltar a estas penas, sinceramente, e aos meus 18 anos quando a tinta nunca acabava nas minhas mãos!
feliz descoberta!
Eu escolho ler as cartas que recebo quando bem me apetece.
Se se pode fazer isso com os envelopes que nos chegam pela caixa do correio, também se pode fazer com um email.
Estou contente comigo.
Bom dia, às pessoas aí fora! :-)
Se se pode fazer isso com os envelopes que nos chegam pela caixa do correio, também se pode fazer com um email.
Estou contente comigo.
Bom dia, às pessoas aí fora! :-)
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