sexta-feira, 12 de setembro de 2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

tralhas ou tesouros?

Às vezes, zango-me com a costela progenitora que teima em acumular, acumular, acumular e não deitar nada para o lixo. Este Verão, passei alguns dias a tratar de aliviar o peso do passado que tinha ficado lá atrás acumulado em objectos que vão de roupa (alguma é histórica) a livros (alguns continuam preciosos), passando por pequenos tesouros dos quais não quero, para já, desligar-me.
Um deles é este triciclo. Voltei a apaixonar-me por ele.
É provável que tenha 40 anos, apesar de eu ainda não. É que também foi usado pela minha irmã, antes de mim. Em breve, terá vida nova :-)


Dá para imaginar que aprendi a pedalar com o cu sentado naquele banquinho vermelho?

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

um gato, por favor

Acho que estou a precisar de um gato no meu telhado, mas só no telhado...

Ir à escola

Ainda há dias, em conversa com ele, me recordava do dia em que vi crianças moçambicanas reclamarem porque o professor tinha faltado ao trabalho e elas ali, a quererem aprender.
Comentavamos das diferenças entre o ter e o não ter, do valor que damos ou não damos ao temos e ao que somos.

Não creio que tenhamos que deixar de ter para aprender a valorizar o que temos. Não creio que, no que diz respeito à escola, tenhamos que inventar para nós (a sociedade ocidentalizada em que vivo) novas crianças que valorizem o que têm. Creio isso sim que, definitivamente, a escola que temos não é a escola certa! Não digo a ideal, nem a melhor possível. Digo a escola certa. Não é. e tenho dito!

Quanto às crianças, há maravilhosos exemplares à minha volta. Uma minoria, certamente. E, por isso, não posso evitar ter uma ténue esperança sobre a possibilidade de o futuro vir a ser um pouco melhor do que o presente.
Precisamos de escolas certas na nossa sociedade, de sociedades certas como outras comunidades, e também de crianças heróicas como estas.


sábado, 30 de agosto de 2014

projectos a 4 mãos - pintura intergeracional

No dia em que a sua filha, de 4 anos, lhe disse:
“If you can’t share, we’ll have to take it away.”
tudo mudou na vida desta pintora.
Os resultados do trabalho que fazem juntas são muito interessantes e mais podem ser vistos aqui!

Uma ideia para reproduzir em oficinas de artes plásticas com artistas e não artistas, idos@s e crianças, mães e filh@s, intergeracionais e interprofissionais...


terça-feira, 19 de agosto de 2014

A revolução eminente

Sentada na esplanada, à porta de casa, olho à minha volta  e vejo como as mulheres ocuparam já o espaço público. Ao meu lado esquerdo, duas ansiãs acabam de jantar. Regaram a ceia com duas cervejas e têm mais de 70 anos, cada uma. As mulheres, claro. Tenho ao meu lado mais de 140 anos de vida :-)
À minha direita, uma mulher sozinha como eu, toma um sumo de laranja (desconheço se o está acompanhada ou não a laranja). tem os 40 anos já bem passados e confessa que hoje está cansada. Duas mesas à esquerda estão um rapaz e duas raparigas. Outras duas mesas para lá estão duas mulheres. Podem ser mãe e filha. A mais velha tem mais de 60 anos. Tem tomam cerveja. Todas e ele também.
A empregada de mesa trouxe-me o fino que lhe pedi e, oferta da casa, um pequeno pratinho de barro cheio de batata cozida, tomate, pimento e cebola crus, regados com muito azeite.
Lá dentro do café, atrás do balcão, está outra mulher. Na televisão, um jogo de futebol.
Tudo isto seria "tudo menos clássico" se eu estivesse num qualquer outro país. Aqui, em Espanha, parece tudo "do mais normal".
Eu, por meu lado, quero estar viva no dia em que as mulheres governem o mundo.
Quando passem da mesa do café à acção! E tudo se revolucione! E a vida seja bela.

shampoo e amaciador caseiros (um não vai sem o outro)

E, depois do desodorizante (que se seguiu a outras alquimias já testadas, aprovadíssimas e que passaram a fazer parte da casa e da vida diária),
...
aí vem o shampoo!!

Cansada da invasão química, por um lado, zangada com a espuma que não facilita a vida aos caracóis, por outro, chegou a vez de experimentar a receita caseira de shampoo.
Encontrei uma aqui que me parece muito sedutora e irei experimentar (tal como aconteceu com o desodorizante, assim que passei da pesquisa à acção deixei a minha opinião sob a forma de comentário ao próprio post):


Ingredientes


    1. 1 caneca de bicarbonato de sódio - maravilhoso bicarbonato de sódio!!!! 

    1. ½ caneca de vinagre de maçã - sou fã das maravilhas do vinagre na limpeza em geral e posso afirmar que não deixa cheiro algum depois de aplicado nessas funções ;-)

    1. ¼ caneca de azeite - que sorte ter nascido na iberia e que o maravilhoso líquido dourado faça parte da nossa vida desde que nascemos :-)

    1. 3 canecas de água filtrada - filtrada??? esta não sei como vou conseguir :-( experimentarei com água mineral ;-)

    1. 2 embalagens para guardar o shampoo e o amaciador - ATENÇÃO: não se deve dispensar o amaciador porque é vital para equilibrar o pH do bicarbonato.



    Opcional: podem-se adicionar algumas gotas de óleo essencial (lavanda, camomila, etc.).
    Modo de fazer


    Mistura o bicarbonato com a água e o óleo essencial, caso vás usar algum. Esta é a mistura básica, pode ser considerada o shampoo e é responsável pela limpeza. Noutro recipiente, mistura o vinagre e o azeite, esta mistura será uma espécie de amaciador.

    Com os cabelos molhados, aplica a primeira mistura e massaja suavemente. Embora não faça espuma, limpa profundamente! Deixa que escorra por todo o comprimento do cabelo, mas não esfregues. Em seguida, enxagua usando o amaciador.

    Agita bem as embalagens antes de usar!

    sábado, 26 de julho de 2014

    Desodorizante Caseiro

    Não é um uso diário aquele que sinto necessário.
    De qualquer modo, nos últimos 4 anos usei um desodorizante sem alumínio na sua composição comprado na Body Shop. Apenas tinha comprado o roll-on na primeira vez e depois ia comprando recargas quando este acabava. Econónimo, ecológico e, ainda por cima, o menos maligno dos desodorizantes para a saúde. Qual o meu espanto quando, na semana passada, fui tentar comprar uma nova recarga e me informaram que:
    - A Body Shop já não tem esse desodorizante.
    - Ok, então qual é o que têm agora? - respondi disposta a mudar de desodorizante
    - Não temos nenhum sem alumínio.
    - Como?! $%##$%/ A Body Shop não tem um desodorizante sem alumínio????
    - ah, temos de homem...
    - Deixe-me ver e cheirar.

    Vi. Acho que tinha alumínio na sua composição. E o cheiro não agradou à minha narina...

    Há coisas que não entendo e esta é apenas uma delas.
    Consumismos à parte, há males que vêm por bem. Não procurei em nenhuma farmácia ou supermercado a solução para a minha suposta necessidade de verão.
    Procurei receitas caseiras. E, definitivamente, é isso mesmo que quero fazer!
    Encontrei esta receita que ainda não experimentei mas cuja opinião certamente partilharei assim que o faça.  De qualquer modo, o entusiasmo por mais uma utilíssima receita caseira já cá vive dentro de mim.

    RECEITA DE DESODORIZANTE CASEIRO: 
    6 colheres de sobremesa de óleo de coco biológico
    1/4 de chávena de bicabornato de sódio
    1/4 de chávena de amido de milho
    Numa tigela coloca-se o bicabornato de sódio e o amido de milho e mistura-se bem. Depois junta-se o óleo de côco e mexe-se bem para ficar homogéneo. De início parece que a mistura não liga por causa do óleo de côco, mas aos poucos a óleo começa a ficar mais mole e fica uma massa lisa e uniforme.

    Fiz uma pequena adaptação retirando da receita os oleos essenciais (opcionais) e que, para mim, são absolutamente dispensáveis. A receita pode ser consultada em: http://criacoescaseiras.blogspot.pt/2010/11/desodorizante-caseiro.html

    segunda-feira, 21 de julho de 2014

    sexta-feira, 18 de julho de 2014

    Nada tem mais força que uma ideia quando chegou a sua hora

    Acabo de ler uma entrevista empolgante, de um "pessimista esperançoso", como o próprio Monedero se define. E a entrevista termina com: como dizia Victor Hugo numa frase que repetia muito Marx, nada tem mais força que uma ideia quando chegou a sua hora.

    domingo, 18 de maio de 2014

    Lila - de Carlos Lascano

    Aqui deixo um tocante filme encontrado numa página onde também piscava uma frase assim:
    "Temos a Arte para não morrer da verdade" - Friedriech Nietzsche


    terça-feira, 6 de maio de 2014

    la voz del viento

    Hoje acabei de ver este filme.
    Demorei alguns dias a vê-lo, não porque fosse de difícil visionamento ou digestão. Demorei-me nele. Deleitei-me nele.
    Acontece que quis prolongar o prazer e, assim, senti durante mais dias a vontade da viagem e a crença num outro mundo que é, realmente, possível. 
    Esse mundo já existe, está a ser construido!
    Maravilhoso de ver! Ansiosa por ser parte!

    ver o filme completo aqui

    quinta-feira, 1 de maio de 2014

    30 coisas

    Não me apetece nada desfiar um rosário de listas aqui neste blogue e ainda há duas postagens atrás o fiz.
    No entanto, esta lista de 30 coisas que precisamos começar a fazer por nós mesmas, nem que seja só para deixar-se invadir pela força das fotografias, acho que vale mesmo a pena partilhar.
    Se o resto for útil também, tanto melhor!
    Bom dia da pessoa trabalhadora!


    domingo, 27 de abril de 2014

    Casas de banho ecológicas

    Tão simples, afinal. Porque não há mais?

    Como construir casas de banho ecológicas, também chamadas em espanhol "baño secos"
    aqui

    sexta-feira, 25 de abril de 2014

    As 13 qualidades das velhas sábias


    roubado daqui

    1. Elas não se queixam! Aceitam que o que foi, foi e não pode ser mudado e o que interessa é daqui para frente. Não quer dizer que não expressem dor, mas não se lamentam, não se veem nem agem como vítimas. 

    2. São atrevidas, tem coragem de experimentar o novo, a buscar o não vivido, o não conhecido. 

    3. “Tem mãos para as plantas”, concreta e metaforicamente. “Plantam, regam e acompanham o crescimento” de plantas, pessoas, projetos... 

    4. Confiam em seus pressentimentos/ em sua intuição, honram sua sabedoria interna.

    5. Meditam a sua maneira, cultivam um centro interno de silêncio e escuta, de prece e reconexão com o Sagrado. 

    6. Defendem com firmeza o que mais importa, descobrem sua voz e tendem a tornar-se mais rebeldes e radicais com tudo que consideram errado no mundo. 

    7. Decidem seu caminho com o coração, mesmo que esse caminho seja difícil.

    8. Dizem a verdade com compaixão, mas dizem sempre a verdade, porque sabem que só a verdade cura e liberta. 

    9. Escutam seu corpo, não o veem como um objeto a ser aperfeiçoado, mas como um instrumento de prazer e auto conhecimento. 

    10. Improvisam, agem com espontaneidade, fluem com a vida. 

    11. Não imploram, não fazem NADA com a finalidade de serem aceitas. 

    12. Riem juntas, riem de si e com isso nutrem um profundo senso de irmandade, porque é um riso que expressa o triunfo do espírito e da alma sobre aquilo que poderia tê-las destruído ou as convertido em mulheres amargas . 

    13. Saboreiam o positivo da vida, sabem ter gratidão pela beleza da vida, mesmo que mesclada de sofrimentos.

    sexta-feira, 18 de abril de 2014

    quinta-feira, 17 de abril de 2014

    cortar a relva até ao fim do mundo

    Cada vez que agarro o cortador de relva e transformo o jardim num lindo verde mar-chão, lembro-me de três coisas. Lembro-me:
    1) do filme "uma história simples" de David Lynch, onde um homem sentado no seu pequeno trator (cortador de relva?) faz centenas de quilómetros para visitar o seu irmão;
    2) que a independência é também um pouco isto;
    3) que eu quero continuar a aprender coisas novas até ao fim dos meus dias.

    Hoje, o jardim ficou lindo, a chuva parou e o fim da tarde acalmou! Eu poderia ter agarrado o cortador de relva e seguido viagem até ao fim do mundo. O caminho estava livre :-)


    sábado, 5 de abril de 2014

    ser criativa

    Parece que tenho que conformar-me com os factos da minha realidade.
    Confesso que fiquei surpreendida por parecer que os conheço bem todos, os 18 pontos desta lista...
    ai, que suspiro!
    http://www.huffingtonpost.es/2014/03/07/18-cosas-que-las-personas_n_4918760.html

    terça-feira, 1 de abril de 2014

    a kombi e o nomadismo

    Um amigo partilha uma foto da carrinha mais bonita do mundo (também dos meus sonhos) e diz que apanhou uma boleia nela de um tal Gastón, artista de Circo com o seu espectáculo Cachivache :-)
    Sorrio.
    Procuro e encontro o artista argentino, nómada, cachiveteando no Uruguai.
    Coisas lindas!


    quinta-feira, 13 de março de 2014

    deixarei de me vender

    depois de anos a caminhar para que, cobrar pelo meu trabalho fosse entendido como algo justo e natural, começou a passar-me pela cabeça, há uns tempos, que o quero simplesmente oferecer a troco de receber o que quiserem dar-me.
    é talvez um acto de fé na humanidade, nos valores, nas relações.

    Tu pões o preço ao que recebes. Eu não me vendo. - penso

    Hoje, ao encontrar-me com esta TED conferência pela Amanda Palmer, tudo continua a fazer ainda mais sentido.