quinta-feira, 13 de março de 2014

deixarei de me vender

depois de anos a caminhar para que, cobrar pelo meu trabalho fosse entendido como algo justo e natural, começou a passar-me pela cabeça, há uns tempos, que o quero simplesmente oferecer a troco de receber o que quiserem dar-me.
é talvez um acto de fé na humanidade, nos valores, nas relações.

Tu pões o preço ao que recebes. Eu não me vendo. - penso

Hoje, ao encontrar-me com esta TED conferência pela Amanda Palmer, tudo continua a fazer ainda mais sentido.



domingo, 23 de fevereiro de 2014

Economia alternativa - moeda social

Não é um regresso à troca directa.
É, melhor, um sistema alternativo ao actual sistema económico capitalista em que vivemos que se inspira na troca, na valorização justa dos produtos ou serviços e, por isso, entre outras coisas, na não cobrança de juros.
Há uns anos, ouvi falar do Mercado Social já tão bem implantado no Brasil.
Agora, apercebo-me que, em Espanha, há ceca de 70 moedas alternativas ao euro, às vezes complementares, que estão a fazer da experimentação um verdadeiro saber fundamental para o futuro.

Um dos homens mais importantes deste movimento é Julio Gisbert Quero, autor do livro "Vivir sin empleo" e do blog com o mesmo nome.
Navegando por aqui e por ali, tentando espreitar no mais próximo que há de mim, encontrei um documentário que vale muito a pena ver.

São lufadas de utopia que se vão experimentando um pouco por todas as partes.
Em Portugal, a AJPaz, em Granja do Ulmeiro, desenvolve(u) também projectos de Mercado Social com o recurso à Granja como moeda.
E, depois, uma ideia poética como tanto me agradam! The social coin já chegou a todo o planeta, já plantou mais de 4 mil árvores com a simples ideia de que as acções desinteressadas podem mudar o mundo.
Enfim e em resumo, começo a sentir a urgência da mudança.
E, ou me mudo para uma comunidade onde algo disto esteja a funcionar, ou então tem rapidamente que aparecer aqui, pertinho de mim ;-)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

sacerdotisa bautizadora

Quando me convidou para eu batizar outros peixes da sua colecção, confessei que ainda tenho uma cabrinha para batizar...
Respondeu-me a minha hermanita da Bolívia, Alejandra, que eu provavelmente sou uma sacerdotiza bautizadora de animales emocionales. 
Quem sabe?
Eis o primeiro batizado:

Lucitus (pintura de Alejandra Alarcón)
alimenta-se de saudade

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

El barro, las manos, la casa


Diz o construtor Jorge Belanko, protagonista deste filme: "toda la gente debria construir su casa".
Penso nas pessoas à minha volta e não conheço muitas que o tenham feito.
Na minha família, que eu saiba, apenas o meu avô paterno o fez. Construiu a casa que tem hoje mais de 100 anos e ainda está de pé e de saúde. Construiu-a de adobe, pois claro!
(Na verdade, também o meu avô materno construiu, com muitos outros, o edifício onde viria a estar também a sua própria casa).
Imagino feliz quem consegue fazer a sua própria casa. E se o faz com as mãos, mais importante deve ser.
A minha mãe diz que: morre o passarinho quando se acaba o ninho, por isso acho fundamental estar sempre a arranjar o ninho, para ir morrendo mais devagar.
As casas deste filme são como as do maravilhoso hornero, aquele pássaro que eu tanto aprecio no Uruguai e como a dos meus amigos Fiorela e Damián à qual eu chamo casa de duendes.

Não sei se alguma vez construirei uma casa a que chame minha. Gosto das casas com rodas ou com asas. De qualquer forma, é uma aprendizagem que se me apresenta muito estimulante, a que é tão bem ensinada neste documentário: El barro, las manos, la casa! para ver online :-)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Leite de Aveia - caseiro

100 gr de flocos de aveia
1l de água

Ferver a água e adicionar os flocos de aveia. Deixar repousar cerca de 10 mn. Colocar a mistura no liquidificador. Moer.
Coar a mistura por um filtro de pano, espremendo o pano para aproveitar todo o líquido.
A massa de aveia pode ser usada para engrossar hamburgueres, bolos, tortas e deliciosas panquecas ou ainda para fazer uma máscara para a pele do rosto.

Recordo que o leite de aveia é muito nutritivo, uma excelente opção para vegan@s ou para quem tem intolerância ao leite de vaca ou ao leite de soja. É super-rápido de fazer e dura 3 a 4 dias no frigorífico.
É um leite que engrossa bastante, por isso, cuidado na altura de o aquecer muito :-)
Sabemos também que a aveia é provavelmente dos alimentos mais completos para as necessidades humanas.
Imaginamos que, não fosse a monotonia da dieta, uma pessoa que se alimente exclusivamente de aveia terá uma alimentação equilibrada e saudável.

o mundo tem urgência de pessoas que amam o que fazem

Há muito que digo que sou privilegiada: Faço o que gosto e vivo disso!
É verdade que ainda não é da forma que desejo. É verdade que ainda não pus totalmente as mãos na massa e que, cada vez mais, o desafio é atraente e intrigante. Cada vez mais urge fazê-lo em plenitude e liberdade total.
E não estou sozinha.
Não, não somos só 4 privilegiad@s - respondi a A. quando me dizia que pensava precisamente isso.

Li, há tempos, que o mundo tem urgência de pessoas que amam o que fazem.
Bem sei, eu própria também tenho urgência de mais pessoas que amem o que fazem, à minha volta, na minha vida.
Aqui ficam 11 histórias simples e inspiradoras. Há tantas, tantas mais!!!
Respiro um pouco mais aliviada cada vez que me encontro com gente assim.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

vivir mejor

"Vivir mejor, no tiene que ver con tener más, sino con ser más feliz"
Pepe Mujica (presidente da República do Uruguay)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

El retorno de los nómades

Las alas de los nómades se arrugan, 
se despluman y se destiñen con algunas
desgracias pero siempre recuperan 
sus lucimientos. Son siempre como
alas recién estrenadas porque tienen
millones de asombros desplegados yendo
y viniendo a las eternidades.
Las alas son invisibles salvo en situaciones
extraordinarias.
Los pies de los nómades son tan bellos
como sus alas.
Las plantas de sus pies tiene huellas
de caminos.

in "El retorno de los nómades" Lía Schenck

Obrigada Rocío, por esta partilha! :-)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

sabão líquido para máquina de lavar roupa

Pois é, neste blogue há de tudo um pouco, mesmo! E há o risco de poder passar a haver mais ainda.
Como vi ontem num blog de um rapaz, aqui estou eu, esta sou eu. Quem gostar gosta. Pode comentar. Quem não gostar, pode nunca mais voltar! Tranquilo!

Hoje, coloco uma receita de sabão líquido para máquina de lavar roupa.
Porquê?
Porque é ecológico, económico e eu adoro tachos, panelas e misturas químicas ;-)
vai daí que, pus mãos à obra e o mais impressionante é que o dito cujo sabão se derrete em pouco mais de 5 minutos e depois é só mais um bocadinho junto com a água no balde.
Enfim, demora muito menos do que ir ao supermercado.
Então, recapitulando: mais económico, mais ecológico e demora muito pouco tempo para ficar pronto!
Ora...
há dúvidas? Não!
Fica para amanhã a primeira experiência de lavar roupa na máquina com o meu novo sabão.

E aqui fica a receita:
400 gr de sabão azul
120 gr de borato de sódio
120 gr de carbonato de sódio
8 litros de água

Cortar o sabão em pedaços e derreter em 1,5l de água.
Depois, juntar o borato de sódio e o carbonato de sódio. (ATENÇAO, não sei quais as consequências de usar outras substâncias que não estas!!!! Encontrei tudo numa drogaria comum. O borato de sódio há, inclusive, à venda em farmácias.)
Juntar esta mistura à restante água quente. Ir mexendo de vez em quando porque a mistura vai engrossando enquanto arrefece.
E está pronto a guardar e usar!
Para uma máquina de roupa, usa-se aproximadamente 60 ml (mais ou menos 1/4 de chávena) do nosso sabão líquido.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Métodos inusuales para cambiar el mundo

um manifesto de Sérgio Sala para ler aqui.

Vamos! Startup! Liberdade! :-)

Começar de novo
e contar comigo
vai valer a pena
ter amanhecido!
...
é assim que começa a letra de uma canção do Ivan Lins que conheço melhor cantada pelo Chico Buarque e cuja melodia recordo frequentemente.
Quererá isto dizer que começo de novo, muitas vezes?
Talvez. E ainda bem!

Em Dezembro, entrei na Bertrand, passeei um pouco, olhando para os livros sem procurar nada. A determinada altura, vi um livro com uma capa e um título que me chamaram muito a atenção. Como tinha tempo, sentei-me a ler. Li as primeiras 36 páginas até que recebi uma mensagem que me fazia ter que sair dali. Olhei o preço e decidi comprá-lo. Devorei-o em poucos dias, registando dezenas de ideias de negócio e de rumos de vida, para começar de novo.
Já o aconselhei a muitas pessoas.
Já o procurei na internet para recomendar a outra tanta gente, como se de repente eu estivesse muito rodeada de gente que quer mudar algo na sua vida e a quem acho que um livro como este pode ser tão inspirador como foi comigo.
O difícil mesmo é pôr as mãos à obra!

O livro?
The $100 startups, de Chris Guillebeau.
Ler algo aqui e aqui. O site do livro aqui e o site do moço aqui.

Outras pesquisas têm-me feito percorrer caminhos também muito interessantes.
Estou a começar a desenhar o meu futuro. E gosto!
Neste momento, ando a acompanhar isto: http://www.dueno-de-mi-tiempo.com/
e, por isso, encontrei-me com outras boas inspirações como: http://viviralmaximo.net/ e http://seleyenda.com/.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Andres Amador

Hoje ia colocar aqui um pensamento longo sobre o tempo e a falta dele. É um chorrilho de palavras que está ainda nos meus rascunhos e há-de ver a luz noutro momento.
De outra forma, encontrei uma linda forma de passar o tempo, criando arte efémera.
O artista chama-se Andres Amador e faz coisas destas:

ver mais aqui e aqui e por toda a web


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

as couves cozidas (*) querem-se verdinhas!

Eu não sei se vou ter internet, quando for velhinha.
Não sei se, caso tenha, a irei usar.
Não sei, sequer, se chego a velhinha.
Pelo sim pelo não, não vá o diabo da falta de memória atacar-me desprevenida, aqui deixo o registo:
Eu gosto de couves.
E as minhas couves cozidas ficam sempre verdinhas!!! 
(atenção: não ficam amarelas, nem castanhas, nem cor-de-burro-quando-foge)


Consigo essa proeza culinária graças ao conselho do meu pai, em jeito de ordem:
- Essas couves querem-se sempre dentro de água!
A minha mãe, pelo sim pelo não, e porque normalmente está a fazer 10 coisas ao mesmo tempo e não pode estar ali ao alto só com as couves, junta-lhe também uma colherzinha de café de bicarbonato de sódio.
Eu não chego a precisar disso. Com o estar ao alto com o tacho e de colher de pau em riste, mergulhando delicadamente as couves, eu consigo que elas fiquem cozidas com uma apetitosa e única cor verde-escura.
No outro dia, as minhas couves até foram elogiadas pela mãe da Fatinha, uma ansiã terna e extraordinária doceira e, aí, eu percebi, mais uma vez, a importância de alguns conselhos do meu pai.


(*) cozidas escreve-se com z porque o processo de que estamos a falar tem a ver com cozinha, que também se escreve com z. Se estivessemos a falar de cosidas com s... era porque estavamos a falar de algo que tinha a ver com agulhas, linhas e... costura. Também hei-de falar de costura noutras publicações. ;-)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

bisavós, as tais pessoas que são avós duas vezes :-)

Já aqui e aqui falei da avó Zefa e do avô Olegário. 
Mas, hoje, fotografei as fotos que tenho com um e com outra. 
A primeira foto - eu tinha 5 anos - foi tirada na Portagem, provavelmente num domingo de passeio nas redondezas de Castelo de Vide. 
Na segunda, aquela em que estou a dar de mamar, com um biberon, a uma cabrinha e onde o meu bisavô sorri debaixo do chapéu que ainda hoje eu guardo... não sei que idade terei. 
A sensação que tenho destas fotos é que o tempo não existe! Para ninguém!



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

a minha cabrinha d'O Lugar do Monte

Eu tinha apenas dois euros para gastar. E gastei!
Apoiei o projecto d'O Lugar do Monte, na plataforma PPL e ganhei a possibilidade de dar nome a uma cabrinha...
que ainda por cima, é linda!!!!
A Luna já está inquieta para ir lá batizar as cabrinhas todas do Monte e arredores! :0)
Mas primeiro, vamos ter que decidir que nome terá esta minha cabrinha que vive no Lugar do Monte :-)
Que nome terá?


foto enviada por Mariana Santos

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

a felicidade...

a pensar nisto, a trabalhar para a felicidade, todos os dias, um bocadinho!
http://agorasim.blog.br/?p=2080

I exist


E, para conhecer o projecto POR CADA MINA UNA FLOR, 
do artista activista Mohamed Moulud Yeslem, ver este vídeo:


eu já vou começar a fazer flores!


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Porque as pessoas gritam quando estão aborrecidas?

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma - disse um deles.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? – questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça - retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:
(...)
continuar a ler aqui. 
Obrigada, João Branco, pela partilha!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

No te enamores de una mujer que viaje y/o escriba

Es necesario e imperante que atiendas a mi llamado, no está bien que te enamores o enredes tu vida con una mujer que ame leer, escribir, viajar o cantar (así lo haga mal), porque al final todas ellas aman, aman con esa libertad que brota en su alma y las hace creer que tú estás en capacidad de corresponder con sinceridad a ese torrente de emociones.


Si te digo esto no es por asustarte, pero sí a modo de advertencia, porque una chica que escribe y además viaja es propensa a querer sin medida de tiempo o espacio, ella irá tras de ti si se lo pides con un simple “te extraño y te necesito a mi lado”, puede estremecer su mundo entero dedicándole un “te quiero” en un pequeño correo electrónico, con eso alcanza para hacerla sonreír todo el día, ella se imaginará el día en que por fin te pueda abrazar y besar de nuevo en caso de estar lejos, así sea a dos o tres horas de distancia, entonces la harás escribir montañas de palabras que no se atreve a decirte cuando hablan a solas.
No te enamores de una mujer que adore viajar, porque querrás que...

ler o texto completo aqui
neste inspirador blog a cuja autora felicito!