terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Breve introdução à arte do abraço

O abraço é uma longa conversa que acontece sem palavras. Tudo 
o que tem de ser dito soletra-se no silêncio

Diz-se que o nosso corpo tem a forma de um abraço. Talvez por isso a tarefa de abraçar seja tão simples, mesmo quando temos de percorrer um longo caminho. O abraço tem uma incrível força expressiva. Comunica a disponibilidade de entrar em relação com os outros, superando o dualismo, fazendo cair armaduras e motivos, cedendo, nem que seja por instantes, na defesa do espaço individual. Há uma tipologia vastíssima de abraços, e cada uma delas ensina alguma coisa sobre aquilo que um abraço pode ser: acolhimento e despedida, congratulação e luto, reconciliação e embalo, afeto ou paixão. Os abraços são a arquitetura íntima da vida, o seu desenho invisível, mas absolutamente presente; são plenitude consentida ao desejo e memória que revitaliza. Todos nos reconhecemos aí: em abraços quotidianos e extraordinários, abraços dramáticos ou transparentes, abraços alagados de lágrimas ou em puro júbilo, abraços de próximos ou de distantes, abraços fraternos ou enamorados, abraços repetidos ou, porventura, naquele único e idealizado abraço que nunca chegou a acontecer mas a que voltamos interiormente vezes sem conta.
No princípio era o abraço, se pensarmos no colo que nos nutriu na primeira infância. Essa foi, para a maioria de nós, a primeira e reconfortante forma de comunicação. Mas a necessidade de um abraço acompanha a nossa existência até ao fim. O abraço é uma longa conversa que acontece sem palavras. Tudo o que tem de ser dito soletra-se no silêncio, e ocorre isto que é tão precioso e afinal tão raro: sem defesas, um coração coloca-se à escuta de outro coração. “Em teu abraço eu abraço o que existe,/ a areia, o tempo, a árvore da chuva./ E tudo vive para que eu viva” — garantem os versos de Neruda.Calcula-se que um ser humano precise de 1500 abraços por ano para sobreviver. Dá uns quatro abraços por dia. Mas os números podem subir, pois encontram-se instruídos nessa humaníssima ciência chamada abraçoterapia a defender 12. Está também calculado – para quem ache graça à semântica dos números – que a duração média de um abraço entre duas pessoas é de três segundos. Mas há abraços mais demorados. O dos chamados “amantes de Valdaro”, por exemplo, tem pelo menos 6000 anos. Trata-se de dois esqueletos que remontam ao Neolítico, descobertos, há não muito tempo, numa necrópole perto de Mântua. Crê-se que pertenceram a uma mulher e um homem, entre os 18 e os 20 anos. Representam algo de único no mundo, quer pela antiguidade, quer pela posição em que foram encontrados: os corpos vizinhos e cruzados, o braço dele em torno do pescoço dela, numa espécie de abandono que talvez tenha sido o de um amor. Não há sinais de violência e, por isso, exclui-se a hipótese de terem sido mortos. O mais provável é que tenham perecido a uma doença, de fome ou de frio. Há 6000 anos, porém, o seu abraço permanece inalterado.
Um dos momentos mais extraordinários da arte contemporânea portuguesa é a sequência fotográfica, de Helena Almeida, intitulada “O Abraço”. São sete imagens de grandes dimensões (180 x 100 cm) em que a fotógrafa e o marido se abraçam. Apenas isso. Estão ambos sentados num banco que só dá para uma pessoa e apertam-se, agarram-se, suplicam-se, buscando no outro amarra, como se navegassem numa jangada destinada a um naufrágio irremediável. Por vezes o abraço deles parece uma luta, por vezes um reencontro para sempre. Os corpos dão-se a ver numa fragilidade que dói, num equilíbrio mais do que precário, instáveis e tensos como não se julgaria. Mas são, em todo o tempo, o radical abrigo um do outro, a passagem mais do que a fronteira, o interminável espanto de reconhecer no corpo do outro o nosso, no nosso o do outro.
[José Tolentino Mendonça | A Revista Expresso | Edição 2256 | 22/01/16]

sábado, 23 de janeiro de 2016

SAUDADE de Pablo Neruda



-Qué será?... yo no sé... lo he buscado
en unos diccionarios empolvados y antiguos
y en otros libros que no me han dado el significado
de esta dulce palabra de perfiles ambiguos.

Dicen que azules son las montañas como ella,
que en ella se oscurecen los amores lejanos,
y un noble y buen amigo mío (y de las estrellas)
la nombra en un temblor de trenzas y de manos.

Y hoy en Eca de Queiroz sin mirar la adivino,
su secreto se evade, su dulzura me obsede
como una mariposa de cuerpo extraño y fino
siempre lejos -tan lejos!- de mis tranquilas redes.

Saudade... Oiga, vecino, sabe el significado
de esta palabra blanca que como un pez se evade?
No... Y me tiembla en la boca su temblor delicado.
Saudade...

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

HUMAN Extended version VOL.1

A comuna paradisíaca dos avós

ou de como chegaremos a ser sábias, bonitas e velhas

De vez em quando, penso como chegarei à idade maior. Visualizo-me a chegar aos 100 anos, sem maleitas nem dores, sorrindo sempre e muito lenta.
Para isso, às vezes decido que, dia-a-dia, preciso de ter esse objectivo/visualização na cabeça. Já deixei de fumar há 11 meses. Comecei a fazer exercício. Não como carne. Não me alimento propriamente mal. Sonho muito. Durmo bem e sem despertadores. Rio-me bastante. Quero dançar mais. Relaciono-me com animais e em breve ainda mais.
E, felizmente, conheço algumas verdadeiras vivas inspirações que já tocam os 80. Hoje apresento-vos apenas três delas:
A senhora Luísa (grata Gabriela por a partilhares comigo), grata Luísa por me deixar chamar-lhe avó de vez em quando.
O Manuel Maneira poeta, artista, agricultor, companheiro, para o qual não sobram nem chegam as palavras. Acaba de lançar um livro à beira dos 80 anos e é uma verdadeira inspiração para uma enorme e dispersa comunidade no Alentejo.
A Lucinda ainda conduz o seu pequeno carrito branco, todos os dias... e, apesar do luto carregado, tem um sorriso tão malandro que dá gosto desafiar em cada momento.
e tanta gente mais... que apresentarei a seu tempo.

E depois há ideias e organizações.
Este projecto é, há anos, uma inspiração para mim: http://www.elmundo.es/madrid/2014/06/14/539c8bcc268e3e3f6c8b4572.html
e hoje chegou-me às mãos este maravilhoso artigo:
https://www.diagonalperiodico.net/culturas/28104-viejas-pellejas-tradiciones-y-vanguardias.html

o meu elixir de menta da Grécia...

comprar um recipiente de plástico com um líquido colorido dentro cheio de químicos para pôr na boca? para quê???!!!!
Desta foi a vez de experimentar a receita caseira do elixir bucal...

Ingredientes:
meio litro de água a ferver
4 colheres de chá de menta seca
2 colheres de chá de sementes de anis (usei estrelas de anis inteiras)
Deitei a água sobre a menta e as sementes de anis. Tapei, deixei arrefecer. Depois foi só coar e guardar numa garrafa de vidro. Agitarei antes de usar... mas não sei para quê ;-)
Agitei também antes de usar. parece que fica mais activo tudo, assim.

Fiz esta receita com menta da Grécia porque ela teve a amabilidade de me vir amorosamente parar às mãos. Obrigada, meu amor!
Suspeito que pode ser feito com qualquer menta caseira que tenham no quintal (seca) ou comprem no mercado biológico mais próximo de vocês.
 

Fora com os maus cheiros em tecidos e também no ambiente!

Ingredientes (para 1 litro de água)
1 litro de água
1/4 copo de álcool
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1/2 copo de vinagre de álcool
1 colher de sopa de amaciador de roupa

Preparação: 
Juntar primeiro a água, o álcool e o bicarbonato. Vai efervescer e criar espuma. É bom usar um recipiente um pouco maior do que a quantidade a misturar.
No final, juntar o vinagre e o amaciador.

Depois, colocar a mistura num borrifador e pode ser aplicado em cortinas, cobertores, tecidos, sofás.
Para usar no ambiente, fazer a mesma mistura mas com umas gotas de óleo essencial em vez do amaciador.
Eu costumo usar essência de alfazema  ou de maçã verde.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Esta noite o medo pairou sobre a nossa cama.
Talvez apenas sobre a minha parte da almofada.
Afastei-me de ti para te não contagiar. Vieste abraçar o meu abraço.

A vida segue. a chuva cai.



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

para contar



"A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo. Havia que ter cuidado para que a tristeza não entrasse nos olhos, porque iria fazer com que chorassem, também não era bom deixar entrar a tristeza nos nossos lábios porque iria forçá-los a dizer coisas que não eram verdadeiras, que também não se metesse nas mãos porque se pode deixar tostar demais o café ou queimar a massa. Porque a tristeza gosta do sabor amargo.
Quando te sintas triste menina- dizia a minha avó- entrança o cabelo, prende a dor na madeixa e deixa escapar o cabelo solto quando o vento do norte sopre com força. O nosso cabelo é uma rede capaz de apanhar tudo, é forte como as raízes do cipreste e suave como a espuma do atole.
Que não te apanhe desprevenida a melancolia minha neta, ainda que tenhas o coração despedaçado ou os ossos frios com alguma ausência. Não deixes que a tristeza entre em ti com o teu cabelo solto, porque ela irá fluir em cascata através dos canais que a lua traçou no teu corpo. Trança a tua tristeza, dizia. Trança sempre a tua tristeza.
E na manhã ao acordar com o canto do pássaro, ele encontrará a tristeza pálida e desvanecida entre o trançar dos teus cabelos…"
Registo da antropóloga Paola Klug, Fotografia tirada na Nicarágua por Candelaria Rivera, do ensaio fotográfico: "Amor de Campo"

sábado, 12 de setembro de 2015

Mau cheiro na sapateira?

literalmente roubado daqui, partilho ainda antes de tudo experimentar.

Remova os sapatos

Antes de por algo no armário para remover o cheiro dos sapatos, reduza a fonte do mau cheiro. Ao invés de armazenar seus sapatos no armário, remova os sapatos de estação. Por exemplo, se é verão, coloque suas botas em uma caixa para armazenamento e a coloque em uma área afastada. Outra opção é armazenar os sapatos em um recipiente hermético embaixo de sua cama.

Cada par de sapatos

Reduza o cheiro de cada par de sapatos, para melhorar a qualidade de ar do armário. Salpique um pouco de bicarbonato de sódio nos sapatos, para absorver os odores. Chacoalhe e jogue o bicarbonato fora antes de vestir os sapatos. Coloque um pouco de sal de mesa nos sapatos de lona para ajudar a absorver a umidade causadora dos odores. Assim como o bicarbonato, sacuda e jogue o sal fora antes de calçar os sapatos. Coloque uma folha de amaciante ou um bloco de cedro em cada sapato, para absorver o cheiro. Algumas vezes, a resposta é tratar seus pés com um produto próprio criado para manter seus pés secos, assim reduz os danos que seus pés causam às palmilhas de seus sapatos.

Limpeza

Limpar  as palmilhas dos sapatos com uma solução contendo uma parte de vinagre branco destilado e cinco partes de água ajuda a matar as bactérias causadoras dos odores nos sapatos, remover o cheiro e ajuda a refrescar o cheiro dentro do armário no geral.

Absorventes de odor

Coloque algum tipo de absorvente de odor no armário para absorver o cheiro. Pode ser pedaços de cedro, uma caixa de bicarbonato, uma tigela de areia de gato ou carvão fino ativado, que é vendido em "pet shops" para aquários de peixe. Ao invés de carvão ativado, briquetes de carvão também absorvem odor. Outro absorvente é o café em grãos fresco. Deixe cerca de 0,20 g de grãos frescos no armário como ajuda para se livrar do mau cheiro dos sapatos.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

o caminho de uma aprendiz de palhaça

O caminho parece fazer todo o sentido quando o que projectamos ou secretamente desejamos e o que a vida nos vai brindando se aproximam como a carne da pele...
ssssshiu... falemos baixinho.
:-)
tenho andado a sonhar com o Slava.
Paris, Clown, Castelo de Vide, ... poesia, etc e tal.
no fim-de-semana passado, no taller "corazón payaso" com Wendy Ramos, no Ciclo "Very important woman" fez aparecerem mais umas quantas certezas.

Lá, conheço a Lena, trabalhadora dos PsF com quem cruzo empatias e lágrimas. Eu comecei a ser palhaça por causa deles, recordemos! Conheço ainda as Almazen(as) Mar e Macarena. Especial encontro e empatias.
Para além de abraçar tanta outra gente bonita em quem semeei sorrisos e vontades de viajar aos Açores. No final do fim-de-semana há 3 certezas: Sue Morrison, Pepe Nuñez (escola de clown) e o meu angelito peruano de 2010 que há que sanar. Há que curar o passado! Inventa-se um "clown y llanto" onde sou maestra! Encontro-me ainda em Barcelona com a Celia Ruiz e conheço as Bellotas.
Agora, no  Circ Cric... a não ser agora não sei quando viria realizar também este sonho, conheci o Tortell.
Re-abracei o Pepe Nuñez e a Laura Bolón, volta a mover-se a rede internacional de palhaças fundada nos Açores, e inicio o workshop com Caroline Obin. Toda uma surpresa e a certeza de que é exactamente EXACTAMENTE isto o que necessito neste momento, enquanto artista e palhaça!
Ela cita o Slava. Sorrio. Parece fechar-se este círculo.
Passamos agora ao próximo círculo da espiral.

Andi, Pai Rui, preciso de sapatos velhos vossos!!! Quanto maiores melhor! ;-)
Já tenho um vestido verde e comprei um peixe novo para a Luna.

A minha vizinha de quarto chama-se Mercedes e vive em Lanzarote.
A vida continua, pelos montes, perdida na noite pelos bosques, em caravana, sonhando e fazendo e sendo. Sempre!
:-)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Processo Criativo & A Liberdade Do Renomado Palhaço Slava Polunin

o teatro que eu amo... por Slava Polunin

What Is My Kind of Theatre?
or
The Theatre I Love
- It is a kind of wedding cavalcade,
where I try to marry everyone to everyone;

- It is a theatre of ritual magic
and festive pageantry,
constructed on the basis of images and movements,
games and fantasies,
that are the common creation of the audience and the people of the theatre;

- It is a theatre which inexorably grows
from dreams and tales;

- It is a theatre of hopes and dreams,
full of longing and loneliness,
losses and disillusionment;

- It is a theatre which always changes,
which breaths spontaneous improvisation
and cares scrupulously for tradition;

- It is in the vein of contemporary
multi-layered synthesis,
on the boundary of life and art;

- It is a theatre that works in an epic-intimate alloy
of tragedy and comedy,
of absurdity and naivity,
of cruelty and gentleness;

- It is a theatre which escapes
definition and the unequivocal
understanding of its actions,
as from attempts
to usurp its freedom.


Slava Polunin

segunda-feira, 27 de abril de 2015

segunda-feira, 20 de abril de 2015

esto no es una escuela

esto no es una escuela
é um projecto que gostei muito de conhecer.
continuo a surpreender-me com as coisas que, sem procurar, me vêm tropeçar aos olhos e nos pés.

ali encontrei "esto es un viaje" e sinto a urgência de partilhar.
pedalando, pedalando, pedalando até adormecer.
:-)
https://vimeo.com/95319388

terça-feira, 7 de abril de 2015

viaja...

"Viaja, mas leva contigo toda a música que puderes (...) Leva a música da árvore, da romã, a música da ilha do sul, a música da primeira ocarina da manhã. Viaja e vai ampliando esse búzio com que escutas o mundo (...)"
Daniel Gonçalves In Poesia Reanimada.

terça-feira, 24 de março de 2015

uma picarota em Palmela

Mais uma entrevista filmada para continuar a engrandecer o coração. Desta vez, fui atrás de uma picarota, junto ao castelo de Palmela.
Continuo a sentir-me imensamente privilegiada pela generosidade destas mulheres que simplesmente pelo facto de me abrirem a porta, deixam que o mundo já se vá pondo um bocadinho melhor!



Bom dia!

segunda-feira, 23 de março de 2015

de Herberto Helder

Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
— eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.
 
Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
— E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
— não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.
 
Durante a primavera inteira aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço —
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave — qualquer
coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
 
que te procuram.
(excerto do poema «Tríptico», publicado em A Colher na Boca, 1961)

ganhos e perdas

Caminhando pela cidade, dirijo-me à paragem do autocarro, enquanto decido:
- Vou deixar de me queixar pelo facto de não ter carro... vou deixar de ter a boleia como primeira alternativa... vou aproveitar o que a vida de transporte público me dá.

e pensava coisas novas e tinha ideias plim...
sento-me à espera. 5, 10, 15 minutos...
e o autocarro não vem.

resultado?
aquele que eu ia apanhar não passa naquela paragem.
passadas 2h chego a casa. os 10 km que separam a minha casa da cidade saem muito caros, assim.
ganhos?
apanho outro autocarro, e caminho mais 15mn para chegar a casa. venho à beira-mar, passo por uma resma de homens que silenciam a conversa quando passo, digo boa tarde às pessoas, cumprimento um cão, sorrio, exercito o corpo e a mente...