quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

videos que inspiram...

para construir o meu projecto de vida!

para focar-me em encontrar o ponto de intersecção entre as minhas paixões e a utilidade do meu trabalho!
para mudar o mundo!

aqui vai nascer uma lista, que é para ver se nos vamos organizando :-)

Creativity Explored 2013 - http://www.youtube.com/watch?v=lUOHtjrDcT0
Birdbnb - http://www.birdbnb.com/
Bicicloteca - http://biciclotecas.wordpress.com/
Proyecto Belén - Bola Roja (Peru) - http://www.bolaroja.net/belen.php


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

chuva e mudança

Para não variar,
a chuva amanhece o dia em que preparo a mochila para me mudar de novo!
Entretanto, o sol espreita para fazer-me recordar que tudo muda,
e "o mundo pula e avança"...

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

pensando global...

Eu quero mudar o mundo!
Eu quero fazer coisas especiais!
Eu quero que todos os momentos valham a pena!
Eu quero viver o todo
e não a metade!

domingo, 1 de dezembro de 2013

CAROLINITA

Um texto da minha autoria, de escola em escola, no Uruguai, pelo Azorteatro-joven da Casa de Azores de Uruguay.
Nesta sessão actuam: Agustina Perez y Milenna de Leon.



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Chuvas muito fortes

ontem, em Salvador da Baía.
Tudo alagado, até o que não era previsto alagar-se e o que não é costume.
(escuso-me a comentar o facto)

Uma recepção efervescente no aeroporto incluiu uma discussão forte (e quase feia) entre os taxistas que queriam levar-me a casa da Thareja.
Uma anfitreã de couchsurfing fantástica! Marcarei a estreia dela como anfitreã.
Um prazer. um lindo encontro. Que mulher bonita!

estou meia telegramática hoje.
mas é porque quero sair para a rua!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

chove cada vez que me mexo

Corre, por estas bandas, a teoria de que quando me movo, chove!
Teoria quase registada com patente pelas irmãs Rocio e Veronica.

Choveu cada vez que vim de San Carlos a Montevideu fazer uma "Plenilunia" - espectáculo clown (e foram várias vezes!), choveu quando fui de Montevideu para o Rio de Janeiro (o voo atrasou 2 horas para sair), choveu quando vim definitivamente de San Carlos na semana  passada (como fiquei aqui sossegada, o tempo deixou de chorar e apanhei um calor de verão quase toda a semana), chove hoje e dizem que troveja amanhã (que estou de partida do Uruguai).
Sei perfeitamente que não tenho qualquer influência sobre a meteorologia uruguaia.

Antes acreditava nas sincronicidades. Agora já acredito também nas coincidências ;-)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Calendário revolucionário

Tanto e tanto que me falta aprender na vida. Hoje aprendi que existe um calendário revolucionário. Que lindo! É que eu nunca tinha ouvido falar disso...
- Mas de que revolução estamos a falar? Da revolução em geral ou de alguma em particular? - perguntei
- da revolução francesa... - respondeu o meu amor.

E foi assim que fiquei sabendo que ele tem um amigo chamado Floreal, francês, esperantista, filho de refugiados da Espanha franquista.
E foi assim que depois, com a amiga wikipédia, fiquei sabendo que eu, provavelmente, nasci no mês Ventoso...
Ora, que alegre coincidência, não?

terça-feira, 19 de novembro de 2013

No "ser palhaça" e na vida, em geral, escolho com quem quero estar e para os trabalhos de quem quero olhar. Essa possibilidade é um presente tão bonito que, às vezes, só às vezes, as vozes de burro não tocam mesmo o meu céu.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

email recebido

No meio de um email que me pedia que fizesse uma performance nos Açores a 11 de Dezembro, no aniversário da linha SOS Mulher, da Umar-Açores, vinha: 
"Desculpa o nosso «descaramento», mas sabemos que o que fazes é de um feminismo impressionante e qualidade irrepreensivel", 
sinto um misto de orgulho e de "quem me dera fosse assim".

oi?


Eu nunca senti nenhuma atracção pelo povo brasileiro. Atrai-me, no entanto, a obra do povo; a sua música, a literatura, a dança... Consigo apreciar a beleza estonteante das paisagens que compõem o Brasil, admiro a alegria do sangue africano e indígena que lhes corre nas veias e gosto de ver junta a bela mistura de culturas que convivem no país.

Desta vez, calhou-me conhecer gente que veio para contrariar as minhas experiências anteriores. Em boa hora! Saravá Casa dos Açores do Rio de Janeiro! Fico, a partir de agora, com vontade de voltar ao Brasil e adentrar-me no que vale a pena!

E não há bela sem senão.
O que continua a deixar-me boquiaberta e quase desesperada é quando, no final de uma frase minha, quando faço o inevitável silêncio que aguarda uma resposta d@ interlocutor/a, ouço: Oi?

E eu pergunto, primeiro para dentro franzindo o sobrolho, depois para fora deixando sair a voz: Oi?

E a minha pergunta quer dizer e não diz. Quer dizer: onde é que o meu português não consegue encontrar-se com o teu, podes explicar-me? O que é que não entendeste mesmo? Uma palavra? A frase inteira? Não entendeste nada de nada?!
E sinto-me chinesa, russa, polaca, japonesa, tibetana, mongol, sei lá o que é que eu me sinto.
Sinto-me estranha quando falo português com um português (do Brasil) e essa pessoa não me entende!

Quando alguém me diz uma coisa que não entendo (ou não escuto), costumo dizer: Importas-te de me explicar como se eu fosse uma criança de 5 anos? Ou confesso, com uma certa dose de frustração: Não entendi. Certamente tu não tens culpa, eu é que não fui capaz de entender, podes dizer-me outra vez?...

Não sei. Há formas de comunicar próprias de cada país e de cada cultura, por certo.
Aqui, no Brasil, um “Oi?” pode querer dizer simplesmente “O quê?” mas a mim soa-me sempre a: ”tu falas muito esquisito, não entendi nada”. Pergunto-me se sou eu que tenho a mania da perseguição ou se quem fala comigo coloca a origem do problema mais na minha boca do que nos seus próprios ouvidos.
E é frustrante! Não porque eu não saiba abrasileirar o meu português. Não porque eu me importe de repetir, se alguém não ouviu, ou de explicar por outras palavras, se alguém não entendeu o que disse.
Nada isso. O que a mim me incomoda (e pode perfeitamente ser uma sensação de inferioridade ou de superioridade o que sinto) é a atitude na pergunta: “oi?” e o silêncio mortífico que lhe sucede.

E, há dias, em que das duas uma:
Ou desejo convictamente que o esperanto seja a língua universal capaz de unir todos os povos no mesmo sorriso aberto;
Ou que a comunicação dos olhares seja suficiente para o entendimento universal.

Melhores dias virão!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Olhos grandes, eu? Nãaaaa!

Não acredito que estejam maiores
os meus olhos
mas nos últimos dias mais pessoas têm reparado neles
e voltei a ser a "Maria dos Olhos Grandes" como me chamava a Catarina Trota.
Aclaro: sou peixes, de signo ;-)

domingo, 15 de setembro de 2013

Tonada de luna llena

Não está a lua cheia...
mas é como se estivesse :-)

http://www.youtube.com/watch?v=qz7enWBh9jY

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

boa notícia

A Direcção regional da Cultura já enviou para pagamento a 1ª tranche da bolsa de criação (de onde deveria sair o dinheiro para CAROLINA). Em boa hora!!!!
Agora, entre 1 mês e 1 ano..., eu espero que o dito cujo entre na minha conta bancária.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

cambiar el mundo

si no tuviera nada mas que hacer, 
hoy me dedicaria a cambiar el mundo!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Dido e Eneias

Hoje partilharam comigo esta pequena grande maravilha.
depois de ser banhada pela beleza da encenação de Dido e Eneias pensei que aqui estava o dinheiro ao serviço da criação e da arte!
que bom!
http://ubu.com/dance/waltz_dido.html

terça-feira, 3 de setembro de 2013

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

venteveo

Depois de uma reunião insólita com a directora da cultura de San Carlos, estando casualmente ali presente o presidente da comission de festejos de los 250 años de San carlos y vice-presidente da sociedad Unión (onde se supõe que vamos estrear CAROLINA), chego ao escritório e penso:
- Mas quando, quando as pessoas à minha volta vão entender o que estamos a fazer?
e lá fora escuto: venteveo, venteveo.
Olho pela janela e, no fio eléctrico, estão dois pássaros a avisar-me que devo seguir para diante!
Não cheguei a tempo da fotografia nem de gravar aquele som amistoso.
Deixo aqui, portanto, o que encontrei googleando:

não mostra exactamente o pássaro, nem o seu canto, mas eu gostooooo!


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

casas e joaninhas na mão

Aí está ela, a foto da joaninha que me visitou, na semana passada, para compor-me "o momento alegre do dia!"Aqui é chamada de san antonio, noutros espanholismos chamada de mariquita.


Hoje, agarrei-me por fim à paciência de esperar na imobiliária Terminal que me atendessem. Já tinha telefonado 1 vez, enviado 2 emails e ido lá pessoalmente, para então desistir de esperar por aquilo me parecer pior do que um consultório médico em hora de ponta!
Escolhi 5 casas que estavam dentro das minhas possibilidades (económicas) e desejos (localização e tamanho/condições). Pedi à Cristina que, primeiro, consultasse os proprietários a fim de lhes colocar a hipótese de me alugarem a casa apenas por 3 meses. Excluímos 2 de imediato. Fiquei com 3 casas. Ela vai telefonar-lhes e, caso aceitem, eu irei visitar as casas hoje à tarde e decidirei se quero ou não alguma delas.
Chego por fim, 1h30 depois, ao meu "escritório" na Casa de Azores de Uruguay. O meu telemóvel toca. É a tia Alícia.
- María, te consegui casa!
- y eso?
- Es de la madre de Rebeca Manuel. La tenian para su madre pero no la esta usando, esta amoblada, lo que le faltara es que este pintada. no te cobran deposito, no tendrás problema por los 3 meses... luego cuando vengas almorzar te cuento mejor.

Conclusão? Eu já sabia, no dia em que metesse as mãos à obra a tal da casa iria aparecer-me!
É sempre assim. Por isso sou tão adepta a não me stressar com nada, a aceitar sempre o que a vida tiver reservado para mim. Cá estou. Aceito o que virá!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

notas do dia...

Quando, aqui, digo que cheira a neve, as pessoas franzem o sobrolho com um olhar estranho. Não sabem do que estou a falar. Não conhecem a neve nem o seu cheiro. "Sim, cheira a neve" - estou-me a repetir. Olho para o vento e vejo que vem do sul. Sei que é o pampero que aí vem. Lentamente aproxima-se, dia-a-dia. Pergunto se reconhecem o cheiro do pampero. Dizem que sim... não tanto um cheiro mas um estado que se avizinha. Estudo. O pampero vem do antártico gelo do sul. Como não há-de cheirar a neve?! Parece poesia que, ao sol, estejam 20 graus aqui. O mundo é um lugar estranho!

Ontem, o momento alegre do dia vestiu-se com uma joaninha na minha mão. Deixou-se fotografar para ser partilhada e, depois, voou para longe.
No outro dia soube que, para tirar a carta de condução no Uruguai, ninguém tem que ir a aulas de condução nem de código. Basta que aprendam com algum amigo, familiar ou conhecido e se proponham a exame. Não é de estranhar que ninguém saiba nada de regras de trânsito.

Hoje, andei de autocarro até Maldonado. Reparo que a paleta de cores e formas das pessoas é extremamente europeia. No inverno, vestem azuis, cinzentos e pretos. Apenas duas pessoas usam casaco vermelho. E ficamos por aqui. Ninguém tem rascos indígenas, nem negros. Europeus, europeus, europeus. Demasiado europeus para que eu me sinta tão estranha aqui, como lá.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

vinha a chuva

ao fim da tarde
e veio a lua cheia.
está aí,
sopra na minha janela o que sei de cor.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

domingo, 18 de agosto de 2013

Dia da criança no Uruguay

Hoje é o dia da criança, no Uruguay.
Pensei sair com a Luna para a rua numa campanha de Abraços Grátis.
Ainda não é o dia, ainda não...
Caminho por San Carlos num quente dia de sol, apesar do inverno. Almoço em família e volto a caminhar. Penso que há dias em que gosto muito desta cidade e outros em que vejo que não é uma cidade nada de especial. Não falo apenas da arquitectura ou do urbanismo, mas sobretudo disso.
Especial o que aqui se intui e não se vê.
Cruzo-me, por exemplo, com uma carta do comandante Marcos, escrita a Eduardo Galeano em 1995.

"Los hijos de los zapatistas, dueños de nada como no sea su dignidad, pasan su día jugando a que son soldados que recuperan las tierras que les quitó el gobierno, juegan a que siembran la milpa, a que van por leña, a que se enferman y nadie los cura, a que tienen hambre y, en lugar de comida, se llenan la boca de canciones." 

E é-me impossível não a partilhar neste blogue. Ler a carta completa aqui.
Bom dia da criança, em qualquer dia, em qualquer parte do mundo!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Mindelact 2014


Sonhei tanto com Cabo Verde, este ano, que o inesperado acabou por acontecer.
Fui convidada para participar no Festival Mindelact deste ano.
E????

- Não posso ir! Estou no Uruguai até ao fim de Novembro, meus queridos!
- Então... :-( fica já na agenda a tua vinda no próximo ano! Pode ser?
- Claro! Já apontei o mês de Setembro de 2014 em Cabo Verde!
(e penso: isto é que é uma agenda!!!)

Serão os 20 anos do Festival e trabalharei, seguramente, para lá estar, em grande!!
Obrigada Mindelact! A boa filha à casa torna ;-)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Oda a la mujer imperfecta - por Ada Luz Márquez

Eu cá acho que a mulher imperfeita é linda por saber despir as asas. 
O homem imperfeito também!



"Las mujeres imperfectas aman sus cuerpos, sus ciclos y lunas, con todas sus peculiaridades, tesoros y misterios. 
Las mujeres imperfectas muestran con orgullo y honor las arrugas y las cicatrices, porque son las marcas que las recuerdan que fueron, son y serán más grandes que el dolor. 
Las mujeres imperfectas se atreven a soñar en voz alta, avanzan al mismo paso desde distintas esferas, crean un lienzo nuevo donde todos los colores son necesarios y aceptan sus errores como forma valiosa de aprendizaje.
Las mujeres imperfectas respetan toda forma de vida y exigen de la misma manera respeto y justicia por la suya.
Las mujeres imperfectas llevan raíces en sus pies, (...)"


(continuar a ler Oda a la mujer imperfecta aqui)

Pampero

Eu acho que é o Pampero que vem aí.
Onda de frio, dizem. Cheiro a neve, sinto. Os ossos a enregelar e os pés a diminuirem de tamanho de tal forma que cabem dois em cada bota... são simples sintomas do que, adivinho, aí vem e me levará por fim a conhece-lo. Para que não me arme em escritora e dramaturga sem conhecimento de causa :-)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

sonhos - Conduzir autocarro

No sábado, sonhei que conduzia um autocarro vazio.
Certamente ia buscar gente para que nele entrasse.
Recordo que saí da estrada e subi por um passeio e alguém me disse que não devia subir por aí porque, mais tarde, o passeio ficava muito alto e eu não poderia descer novamente para a estrada.
Teimei. Ouvi mas segui o meu caminho em frente.
Vi como o passeio ia aumentando de altura e como se distanciava da estrada cada vez mais em baixo.
Mais tarde, uma rampa suave desfazia o alto passeio para o deixar encontrar-se com a estrada, de novo. E lá segui viagem!
Correu bem, esta escolha, parece! ;-)



domingo, 11 de agosto de 2013

e por falar em sementes... flores das minhas ;-)

foto: Blanca Martín-Calero

Cruzo-me com estas duas coisas hoje: uma foto e uma música.
A foto da terra de onde venho. A canção da terra onde estou. Que casualidades!
Chegam-me de pessoas e lugares entre si distantes na geografia do tempo e dos abraços. E algo do qual não duvido me impele a deixá-las aqui juntas, pousadas, numa publicação única, no muro desta "cara de livro" que tenho.
Para ouvir a música, viajar até: http://www.youtube.com/watch?v=Sg3Yf9P65yU

sábado, 10 de agosto de 2013

a quien le gusta bailar, le gusta bailar ... y punto.

Uma vez disse-lhes:
A los que les gusta bailar, les gusta bailar todo!
Si no les gusta bailar las azorianas ó es porque no las saben ó porque, la verdad, es que no les gusta bailar.
Hoje, uma bailarina dos Azoreños mostra-me um vídeo gravado no telemovel com eles dançando o Mané Chiné, açoriana, sorrindo, cantando e rindo!
Que alegria!
Assim crescem as sementes que vamos atirando ao ar!
Que alegria!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

e aí estamos nós...

a trabalhar hoje das 10h às 22h!
Regressamos à loucura! Agora por mais três meses :-)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Que quero dizer com o Teatro?

O que é o que eu quero dizer com o Teatro?
O que é o que tu queres dizer?
Quando te dão a oportunidade de agarrar a obra e fazer dela a tua voz, a voz da tua arte, de a deixares fluir pelo corpo e que o som dela seja o som do que te faz estremecer que fazes?
Sentes que não és capaz?
ou
Sentes um fogo imenso nascer-de das entranhas e corres para a frente até descobrires o grito libertador?
Eu sim! Eu corro para a frente, sempre. Para a vida mesma!
Adoro o desconhecido! Adoro pisar caminhos pela primeira vez. Sou feliz quando dou tudo de mim!
Aqui estou! Nesse barco navego! E o construo e construo este mar!

(por isso, estou até pensando em dirigir um espectáculo de dança!)

retirado de um espectáculo de Pina Bausch, serve-me de 
inspiração para cena das mulheres durante a cena da ditadura, em CAROLINA

terça-feira, 6 de agosto de 2013

céu de inverno

ou
a vista da minha janela de Montevidéu


as gentes do sul têm o coração na boca

Primeira frase de dia, da Veronica, depois do "Bom dia!":
- Ayyyy, te voy a extrañar! porque no te quedas?

Há poucos dias também ouvi um:
- Quedate el tiempo que quieras
num outro sul... no quente verão da Europa.


Conclusão a partilhar: as gentes do sul são assim. Têm o coração na boca e ficam mais bonitas ainda!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

domingo, 4 de agosto de 2013

excerto de uma carta


Aqui estava frio à minha chegada, descalcei as sandálias e tive que calçar as botas. 
Os pés parecem não querer ainda estes apertos ;-) 
Estou a aceitar devagarinho a mudança que se me impõe. Sei que tenho agora 3 meses de muito trabalho e a necessidade de grande enfoque no que sonho para este espectáculo. 
Preciso coragem. (creio que é a primeira vez que digo uma coisa destas!) 
Devo estar com medo ;-)

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Vuelvo al sur...

Vuelvo al Sur, 
como se vuelve siempre al amor, 
vuelvo a vos, 
con mi deseo, con mi temor. 

Llevo el Sur, 
como un destino del corazon, 
soy del Sur, 
como los aires del bandoneon. 

Sueño el Sur, 
inmensa luna, cielo al reves, 
busco el Sur, 
el tiempo abierto, y su despues. 

Quiero al Sur, 
su buena gente, su dignidad, 
siento el Sur, 
como tu cuerpo en la intimidad. 

Te quiero Sur, 
Sur, te quiero. 

Vuelvo al Sur, 
como se vuelve siempre al amor, 
vuelvo a vos, 
con mi deseo, con mi temor. 

Quiero al Sur, 
su buena gente, su dignidad, 
siento el Sur, 
como tu cuerpo en la intimidad. 
Vuelvo al Sur, 
llevo el Sur, 
te quiero Sur, 
te quiero Sur...

http://www.youtube.com/watch?v=0Otelte6m5Q

terça-feira, 30 de julho de 2013

aqui fui feliz! ;-)

miradouro de San Pedro, com uma Madre de Água e um Amor por perto.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

sonhos a dormir

esta noite dormi muitas horas. e catei muitos piolhos.
:-)
sonhei com piolhos. eu catava uma menina muito pequena e magrinha, à porta da escola primária das Calhetas, nos Açores.
não posso deixar de registar a interpretação que os sabichões atribuem a este sonho:

"Ver piolhos Se você sonhou com piolhos, pode aguardar receber muito dinheiro daqui a pouco tempo. Esse dinheiro pode vir de uma herança que você nem espera ou de um trabalho que você realizou. Catar e matar piolhos Sonhar que está catando piolhos significa que são grandes as chances de sucesso em algo que você esteja realizando. Se você mata piolhos no sonho, é sinal de que resolverá com tranquilidade os problemas que estão acontecendo ou que acontecerão em breve."

quarta-feira, 17 de julho de 2013

muitas viagens em 12 dias

o meu sobrinho pergunta:
- para onde é que vais agora?
e a resposta, confesso, surpreende-me a mim própria:
- Vou para Lisboa, depois apanho o avião para Sevilha, depois para Tenerife, depois regresso a Madrid, depois irei para Lisboa, aí apanho avião para Salvador da Baía e outro para Montevideo.

só depois de enumerar esta sucessão de viagens que me irão acontecer nos próximos 12 dias é que percebo como é natural que qualquer dia me nasçam mesmo asas... ou guelras ;-)

terça-feira, 9 de julho de 2013

um príncipe na minha casa



Cada vez menos direitos...


A senhora sentada ao meu lado era muito bonita. Tinha a pele branca e quase transparente e as rugas espalhadas em todo o corpo exibiam a avançada idade que os ossos também lhe doíam. Os olhos eram de um azul muito brilhante, o cabelo longo, que já fora negro, o sorriso terno quando cruzou o seu olhar com o meu.
Esperavamos ambas a nossa vez, na loja RIAC das Capelas, para ser atendidas, hoje à tarde. Eram 15h30.
Quando cheguei, já ela lá estava.
Esperei cerca de meia-hora. Havia apenas uma funcionária, porque "só até às 15h é que somos duas funcionárias", explicou.
Finalmente, chegou a vez de um rapaz também sentado ao meu lado e que ainda não tinha tirado os dedos e os olhos do seu smartphone (smart?) desde que eu tinha chegado. Ele cedeu a vez à minha vizinha velhinha, a  "titi", como carinhosamente lhe chamava a jovem sobrinha que a acompanhava.
A Titi lá se sentou na cadeira em frente à amável funcionária da RIAC.
A Titi retirou do saco de plástico branco, no colo, dois papéis: um cheque e o seu bilhete de identidade.
A simpática funcionária olhou para o cheque, olhou para a Titi e disse:
- A senhora desculpe, mas eu não tenho dinheiro para lhe pagar! :-(
A Titi balbuciou qualquer coisa que não entendi.
Entretanto a funcionária abre uma gaveta, retira todas as notas de 10€, conta: 10, 20, 30, 40, 50... até 100. Depois retira as notas de 5€, conta: 5, 10, 15, 20. Conclui: pois, não tenho dinheiro suficiente para lhe pagar.
A sobrinha pergunta: - Então e agora?
- Pode vir cá amanhã, tentar, ou o melhor é ir a outra loja RIAC, em Ponta Delgada.
- E a que horas abrem aqui?
- Às 9h, mas eu a essa hora não tenho dinheiro, de certeza. Porque ELES, agora, não me mandam dinheiro para cá. Eu tenho que esperar que venham pessoas fazer pagamentos, para depois ter algum dinheiro. Se tivesse vindo um bocadinho mais cedo, eu ainda tinha dinheiro...

- Como???? - a pergunta nasce na minha cabeça com um gigantesco ponto de interrogação que me sufoca a garganta e me faz nascer lágrimas nos olhos.
A Titi, hoje, saiu de casa, a custo, para ir à RIAC com a sobrinha... esperou, sorriu, abriu o saco com os documentos da sua intimidade, balbuciou qualquer coisa imperceptível e... não conseguiu receber a sua mísera pensão de sobrevivência. Que raiva!

(publicada hoje como "Nota" na minha página do facebook)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Vestígios da noite de ontem

Minha gente amiga!
Aqui vos mando uns vestígios da noite de ontem!
Foi muito bom receber-vos nesta nova que casa que continuará de portas e janelas abertas para vós e para o mar do norte.
Tão lindo!
Tão lindos e lindas vocês!
Tão lindo o sofá que sai e entra de casa a ver as estrelas!
Que lindos os risos e o vinho a terem bailado nos nossos corpos :-)

Tão lindo o norte no horizonte dos nossos olhares.

Dão-se alvíssaras a quem provar pertencerem-lhes algumas das coisas aqui deixadas, na ELKASITA ;-)
Atentem nas fotos, por favor.
Para além das coisas cá esquecidas (são três e não são garrafas), houve também uns óculos escuros que já foram para a Quinta da Cesta e que suspeitamos serem da Judite.

Muitos beijos a todas! e aos todos também! :-)

vossa
maria









sábado, 6 de julho de 2013

é isto!

é exactamente isto que eu quero ser ou fazer!


sozinha ou acompanhada... falando de trabalho, apenas

Li, em algum lugar, que "quem faz sozinho pode chegar mais rápido, quem faz acompanhado chega mais longe..."
pergunto-me, a ser verdade o que acabara de ler, quererei fazer sozinha?
porque não tenho tido, profissionalmente falando, relações duradoiras para chegar mais longe, ainda que mais devagar?
porque tenho desejado fazer sozinha? quererei chegar mais rápido? perdi o treino da paciência?
não quererei, no trabalho, relações duradoiras? casar para sempre? esperar pela decisão colectiva? esperar pelas acções em conjunto?

não chego a entender muito bem tudo isto,
sei que não quero parar, nem casar. no trabalho, claro!

...


"...quisiera ser pensamiento
para estar dentro de ti,
para saber lo que piensas
cuando te acuerdas de mi"

poesia do meu amigo Andrés Lantéan.
quem sabe o teremos como bailarino e músico em "Carolina", o tal do espectáculo que estreia em Outubro, no Uruguai.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Dia do Gil - voluntariado em Ponta Delgada

Com enorme alegria, faço parte do primeiro batalhão de voluntariado da Fundação do Gil, nos Açores, desde 2009. Integro a Hora da Música e a Hora da Descoberta, envergando sempre um doce orgulho quando visto a camisola amarela com o meu patrão escarrapachado!
No fim-de-semana passado, integrámos mais voluntári@s na Hora do Conto, na Hora da Música e continuaremos a estar, todas as 5as feiras, a encantar na pediatria do Hospital de Ponta Delgada.
Viva a vida!

Voluntariado Dia do Gil (Açores) 2013 ou... Onde está a Wally?

quinta-feira, 4 de julho de 2013

curso de tecelagem - pano d'açores


Os quadros do meu tear predilecto

as cores do penúltimo trabalho, um painel para uma parede amarela da elkasita.
o trabalho chamou-se: pano d'açores e foi inspirado nos panos di terra de Cabo Verde.

vários dias a pedalar, para conseguir um pano d'açores com 80 cm x 30 cm

amostra do pano d'açores, a meio do caminho, apenas! ;-)

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Unicornio Azul

terça-feira, 25 de junho de 2013

regresso à quietude de mim

Uma semana depois de começar a aventura pirata, regresso a terra.
Há uma espécie de ressaca no corpo, quase um enjoo provocado pela falta do balanço do barco e do mar. Que estranho!
Foi tudo tão rápido e, eventualmente, (ainda não o sei) tudo tão intenso que ainda não quero saber onde estou ou para que lado me vou virar.
Apetece ficar simplesmente parada. Sinto a cabeça lenta, o ritmo do olhar impôs-se-me ao coração.
Recomeço agora só a sentir a terra. Ouço os pássaros e o mar que bate na rocha, aqui aos meus pés. Estou parada enquanto as coisas acontecem à minha volta, longe de mim.
Hoje está muito vento em S. Vicente Ferreira e também na casa que eu sou.
Não me mexerei.
O que é, é.
O que for será.
Confio no universo.

terça-feira, 18 de junho de 2013

el chapron

depois de uma tarde e noite passadas no desalinhado "Chapron", o chão da terra firme parece muito instável! Não me assenta bem o equilíbrio! :-)


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Mudar de casa, mudar de vida


11jun2013
Mudar de casa, mudar de vida.
Voltar a ver o sol nascer e a alegria de sair a caminhar todos os dias, pela manhã, olhar o mar aqui tão perto, a sensação de estar a viver algo que, até há bem pouco tempo, era demasiado primo do sonho, uma casa nova, uma senhoria e um senhorio que são, antes de mais, amigos! Duas crianças que pululam na relva e sorriem a cada instante, a Macua a receber toda a paciência do mundo, as conversas que se têm para que todos estejamos bem, o entendimento, o sonhar o futuro...
Obrigada Blanca, Obrigada João! Obrigada Mateo! Obrigada Miguel!
Obrigada a todas as sincronias que foram acontecendo e a todas as conspirações do universo, a todas as vezes que eu disse Sim e a todas as coisas a que disse: “Não”.
Mudar de casa, mudar de vida.
Estou de novo aqui, parecendo ter regressado a um ponto zero que inclui um enorme número feito daquilo que fui e faz de mim o que sou!
Mudar de casa, mudar de vida.
O caminho da felicidade passa por aqui.
A poesia mora à minha porta e espreita frequentemente todas as janelas.
Mudar de casa, mudar.
Estou pronta para a vida!